Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte III)

Atrás do Portal da Chave Prata.

Parte 1.

Eu estava em pé na frente de uma porta aberta com o selo dos Antigos que cobriam o alto da entrada. Eu estava no cruzamento das dezenas de estradas, ângulos e passagens cheias de fumaça e labirintos hipnóticos. Um grande salão em um zigue-zague levou-me a escadas verticais e duas grandes colunas feita de apoio do teto que se assemelhava a uma cripta subterrânea de um templo. Havia três pares de colunas, para os lados direito e esquerdo das escadas. O primeiro par tinha o símbolo de uma serpente – cabeça apontando para baixo na coluna da esquerda, mas para cima a direita. No segundo par se encontrava o símbolo de uma mão segurando um cristal entalhado igual  a serpente na primeira coluna. No terceiro par, eu podia ver sinal hieróglifo que eu não conseguia entender à primeira vista.

Quando estava no andar de cima, cheguei ao templo. Era lindo e espaçoso. Tudo dentro era de uma tonalidade verde-escuro, e o ar estava pesado com o cheiro de mofo. A pequena sala estava iluminada por tochas nas paredes, parte do teto, estava iluminado com uma energia brilhante, mas claramente não era fogo. O templo tinha uma forma retangular. O altar foi localizado na parede em frente à entrada. No centro da sala havia um grande sarcófago, também coberto por um musgo verde. Na capa, eu podia ver um símbolo em um material que parecia ser de metal (Figura 1). Por seu lado externo era uma fileira de letras em um alfabeto desconhecido (imagem2). No entanto, eu não conseguia entender os sinais. Talvez esse fosse o nome da pessoa enterrada lá.

Dentro do caixão havia um esqueleto vestido com um manto preto com capuz. Em suas mãos ele tinha uma chave de ouro. Eu peguei e olhei em volta para ver o que a chave poderia abrir, mas, à primeira vista, não vi nada que exigiria uma chave.

Eu me aproximei do altar, para ver que tipo de entidade poderia ser devocionada nesse templo. Para minha surpresa, o altar não falar muito sobre a natureza do culto. Era bastante plana, com apenas alguns itens. No centro estava uma tigela (cor aço / prateado) certamente era uma tigela de sacrifício, la ainda permanecia sangue visível. Abaixo da tigela tinha uma vara longa em forma de serpente: sua parte principal era feito de vértebras e foi coroado com a cabeça de uma serpente com a boca aberta. Sua parte principal foi pintado em uma substância metálica escura. Em cada lado da taça havia dois punhais. Finalmente, atrás da taça vi uma arca – feita de madeira com ornamentos de ouro e uma fechadura. Eu tentei a chave que tinha tirado do sarcófago e a tampa se abriu. Dentro do livro havia de capa preta.

O livro continha muitos símbolos escritos em um alfabeto que eu nunca tinha visto na minha vida. Abri de repente, de uma maneira misteriosa eu podia ler e pronunciar as palavras que foram escritas ali, no entanto, ainda não entendia o significado. Quando eu li um pouco do que parecia ser uma invocação de algum tipo de entidade, vi um portal de luz dourada que apareceu de repente no templo. Na porta, eu vi uma criatura que mudou de forma muito rapidamente, tinha o rosto de uma jovem mulher, um tentáculo monstruoso, um demônio com chifres, etc. Eu assobiava, ou melhor, eu “lia” alguma coisa, mas desta vez o meu instinto falho e eu não podia entender sua língua. A criatura parecia um holograma não podia deixar a porta do templo e era muito imaterial e efêmero. Tratei de me comunicar com a entidade fundindo minha consciência com a sua. Parecia não funcionar até que entrei no pilar de luz dourada. De repente, naquele momento, meus instintos bestiais começaram a se manifestar. Senti uma sede extrema para o sangue que veio das profundezas do meu ser, o ímpeto transformar-me em um predador; um monstro alado preto com garras afiadas. Eu podia ver a minha nova forma, como se estivesse do outro lado do portal dourado, com a minha consciência dividida entre um observador passivo e uma manifestação dos meus instintos mais escuros.

Imagem 1.

Imagem 2.

Notas:

O poder oculto nesse templo e passagens esquecidas nesse livro misterioso parecia ter a arte a mudança de forma. Tradicionalmente, a mudança de forma é um conceito de onde vem todas as lendas sobre vampiros, lobisomens, fantasmas noturnos, etc. A transformação em algo bestial representa uma mudança que ocorre no plano astral o que implica a manifestação do corpo de sombras (ou a sombra equivalente ao EU). A mudança na forma como técnica mágica é usada para obter insights sobre as profundezas da sombra, camadas inexploradas do inconsciente.

Nossos instintos bestiais se encontram habitualmente dormindo e só se manifesta por meio de sonhos ou fenômenos psicológicos como associações livres. Eles são trazidos à luz da consciência apenas em situações de emoções violentas ou extremas. Quando trabalhamos com eles de uma maneira consciente, estamos cientes dos nossos instintos ocultos (visto como não-humana, bestial. Daí suas imagens pejorativas e com imagens  de lobisomens monstruosos e fantasmas sanguinários ), é o nosso lado obscuro interior, que é conhecida como a Sombra em psicologia junguiana.

Depois da investigação feita sobre a base desta visão (a descrição é baseada na experiência relatada por duas pessoas), praticantes experimentou um estado de consciência mais elevada que durou alguns dias. Mas depois da experiência, uma delas relatou que podia sentir o instinto predador dentro ate o ponto quando ele caminhava pela rua, se sentia como uma besta caçadora, muito alerta e consciente de seu instinto agressivo e insatisfeito.

*** A alteração da forma podem incluir práticas como: a invocação de um urso para ganhar força ou invocar um lagarto para se tornar ágil. Isso não precisa ser necessariamente uma prática relacionada com o lado Sinistro. Enquanto estamos discutindo o fenômeno a partir da perspectiva do Necronomicon Gnosis, em que as entidades representam tudo o que é “obiscuro” e “extraterrestre” para a humanidade, é natural associar a experiência de mudança com a sombra do corpo. ***

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

 

Traduzido por.’.Henri Calado.’.

 

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte II)

O Portal da Chave de Prata.

Relaxe e eleve sua mente para a beira do sono. Enquanto seu corpo está se aquecendo no abraço suave de Hypnos, manter a sua mente desperta e focada. Visualize que você está diante de um enorme Portal hexagonal brilhando com uma estranha luz sobrenatural. O Portal está fechado, mas nota-se um pequeno cadeado. Visualize agora uma pequena chave que se encaixam dentro do portal, coloque-a na fechadura e rode-a nove vezes ao dizer as palavras “Lepaca Kliffoth”. Em seguida, abra a porta e vá para a sala que existe na fronteira que existo nos limites dos reinos de vigília e sonho, no cruzamento das dimensões.

Visualize que você está entrando em uma cripta escura com escadas negras que desce para a escuridão do Vazio. Comece a descer as escadas contando cada um dos passos para baixo. Quando você passar dos setenta passo, de repente, você verá um portal ofuscante luz azul aparecer diante de seus olhos, fora da escuridão total em torno de você. Deixe a luz azul envolve você, foque sua energia e vontade para entrar nos labirintos de Zin.

Sinta-se cair em uma rápida espiral de luz azul que leva você para fora de sua realidade mundana. Abra seus olhos astrais. O que você vê ao seu redor é uma escuridão completa, mas depois de um tempo a condensação das trevas começa a mover-se, crescer e criar padrões caleidoscópicos que, de repente revelam uma visão clara de onde você realmente começar a viagem …

A descrição acima é uma representação simples da chave de prata.  O Livro da chave por Frater Kaymog Azrhm. Diz que a chave tem um velho sinal na parte de cima dele para expulsar as criaturas hostis que podem ser encontradas no labirinto, e na barra é composto por quatro representantações de forças elementares do nosso universo. A chave deve ser elaborado com o dia e a hora da lua e banhado pela luz prateada da lua cheia. Em seguida, ele deve ser escondido da luz solar e usado para entrar no Portal do Sono.

Nota: Este é apenas um exemplo de com a Chave Prata poderia parecer. Convido você a criar a sua própria chave, na forma ditada pela sua imaginação. É suposto ser a chave para seus sonhos, então projetá-la de uma forma que mais afetam sua imaginação, realmente funciona abrindo as camadas mais profundas da sua psique.

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte I)

Uns Palavras de Introdução.

Este texto é baseado no trabalho mágicka onírica e projeção astral conduzida pela Lodge Magan entre os anos de 2003-2007. A Lodge Magan surgiu de um pequeno grupo de magicka ritualística na Order of Dragon Rouge, seu foco principal durante estes quatro anos foi o Necronomicon Gnosis. Nossas explorações astrais dos misteriosos reinos dos Grandes Antigos começou com algumas viagens para os chamados labirintos (ou criptas) de Zin mencionados nas prosas de Lovecraft, os resultados nos inspiraram e encorajou a desenvolver uma pesquisa mais avançada neste fascinante assunto.

O projeto Zin inclui uma variedade de técnicas mágicas e foi dividido em várias fases. No início, só fizemos alguns traalhos de vidência e oníricos com base em algumas poucas e breves descrições dos Labirintos, encontrados nas histórias dos Mitos de Cthulhu (por exemplo, The Dream Quest of Unknown Kadath por HP Lovecraft) e usamos a experiência para organizar o trabalho seguido. As técnicas utilizadas nos projeto completo incluem principalmente: trabalho de vidência, viagem astral e trabalhos oníricos, mas também alguns métodos adicionais foram aplicados no trabalho de grupo, como vidência combinado com evocações, invocações, ou trabalhar com sigilos. As maiores experiências muitas vezes tomou forma complexas de visões astrais ou sonhos lúcidos extremos, revelando os reinos esquecidos de dimensões estelares e cidades atávicas com formas e agulos não-euclidiana, habitado por entidades alienígenas, cujas formas muitas vezes não se lembra a nada conhecida pela percepção humana. Suas mensagens normalmente foram recebidos sob a forma de símbolos gráficos e glifos, por vezes, também como outras formas de comunicação verbal ou escrita. Para uma explicação detalhada das técnicas de trabalho prático com a magia de Lovecraft, é altamente recomendável consultar o livro Necronomicon Gnosis: Uma introdução prática por Asenath Mason, autora, iniciadora e coordenadora de todos os projetos relacionados com o Necronomicon dentro Lodge Magan.

Este texto é dividido em três partes, cada uma introduzida por um trabalho inicial de meditação que foi usado como um ponto de foco dos trabalhos oníricos e viagens astrais. Recomendamos o uso das meditações livremente em seu próprio trabalho como uma visualização orientada para a exibição dos portais ou apenas como inspiração para encontra as correntes do Necronomicon.

Recomenda-se trabalhar com os materiais apresentados aqui através de gnosis onírica ou astral. Eles também podem servir como meditações em grupo guiados pelo operador. Os sonhos são a chave para o inconsciente e magia onírica é uma das técnicas mais importantes nas explorações dos reinos do Necronomicon, que se refere especificamente aos labirintos de Zin, o lugar situado nas terras de sonho Lovecraftianos, além do mundo de vigília. É através dos sonhos que podemos ouvir “o chamado de Cthulhu”. Indivíduo Clarividentes receber esta “mensagem” como uma voz misteriosa, falado em um tom monótono, forma enigmática e aparentemente sem sentido.Junto com a comunicação, uma pessoa dormindo pode experimentar visões dos templos lamacentos e negras cidades ciclópicos. Um trabalho consciente com esse tipo de sonhos permite uma comunicação clara com os Grandes Antigos que existem na borda entre o mundos de sonho e a vigília, entre os espaços.

Os labirintos de Zin é uma parte do reino Lovicreftiano das Terras Oníricas, em algum lugar nos planos astrais existente. Sua localização real não é clara, no entanto. É suposto constituir uma enorme rede de câmaras e corredores de formas labirínticas abaixo do vasto reino das terras de sonho, que se estende por todo o mundo onírico. Em um sentido esotérico são identificados com os Túneis de Set, os vinte e dois caminhos que ligam as onze esferas qlifóticas no lado escuro da Árvore cabalística. Estas partes são reflexões sobre a consciência humana das áreas de poder da consciência cósmica e correspondem aos caminhos no lado brilhante da Árvore da Vida. Eles transmitem as influências de zonas de poder macrocósmicas a seus correspondentes centros nervosos (chakras) do corpo humano (microcosmo). Os labirintos de Zin tem uma geometria estranha – a estrutura que se estende em todas as direções até que os vínculos com o Infinito são encontrados e atravessados. Seus portais levar a qualquer dimensão tanto no mundo de vigília como dos sonhos e alem do tempo e espaço.

Debaixo do labirinto se estende a cidade negra e ciclópica de R’lyeh, onde o Senhor dos Sonhos, Cthulhu encontra-se “não morto, mas dormindo.” Ele é a voz do inconsciente, o pulso escuro oculto nas profundezas da psique. Nos Mitos de Cthulhu que está adormecido nas profundezas telúricas no vasto oceano do inconsciente, mas despertara e se elevara. O fogo do conhecimento estelar ardera de novo e a humanidade vai se tornar um com seu potencial extraterrestre.

Existem várias maneiras de entrar no labirinto. Sua entrada principal é marcada por uma torre negra, conhecido no Necronomicon Gnosis como Koth. A Torre de Koth transmite mensagens dos Grandes Antigos dentro das visões oníricas aos seres humanos. Ele se ergue em sentinela nos Túneis de Set. Aqui todas as dimensões de tempo e espaço se encontram e pode olhar para o infinito através do Olho do Caos. A Torre de Koth também chamada o Vazio ou buraco.

 

As três meditações incluídas no texto são:

O Portal da Chave Prata

Esta meditação foi desenvolvida com base em nossas experiências iniciais com viagens a Zim, e foi também muitas vezes o mais usado em todo o projeto. Requer preparação da “chave de prata”, mas geralmente é uma visão simples e fácil de memorizar.

O Portal do sol

Meditação/trabalho projetado sobre a base de uma história de Lovecraft Throuhg the gates of the Silver Key. Incluído o conceito de “Umr at-ta’wil”, o guardião do portal, o que corresponde ao papel de Yog-Sothoth na magia de Lovecraft.

A Torre Negra

Esta meditação inclui a visão da Torre de Koth e baseia-se nas experiências dos participantes registrado no trabalho com a Torre própria.

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.

Licantropia

Dentro de mim existe uma fera,

E seu rosnado ecoa em minha alma.

Eu sinto as suas garras arranharem as paredes da minha mente,

E seus dentes dilacerarem meu ser.

 

A ira é animalesca!

A fome nunca é saciada!

A luxuria só alimenta o desejo de carne.

Sou orgulhoso do animal que vive em mim.

 

Noite de lua cheia.

Noite de licantropia!

Noite que vem para libertar a fera,

E acalmar os desejos e a fome.

 

Em noites mágickas,

Os ossos se partem,

A pele se rasga para o Ser sair.

As unhas crescem,

E os dentes caiem para novos nascer.

A fome me deixa em frenesi!

A dor é parte da alquimia negra.

Já não sou mais homem,

Sou a Besta divina.

Introdução à Filosofia do Caminho da Mão Esquerda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Caminho da Mão Esquerda é muitas vezes definido como “o caminho interno”, a jornada espiritual de introversão para encontrar o poder e o conhecimento no interior humano. É também uma viagem para a escuridão, o desejo de contato com as forças das trevas, que de acordo com as tradições do Caminho da Mão Esquerda, estão intimamente ligados com os antigos cultos à natureza, também conhecidos como correntes lunares.

Mas o que é a “auto deificação”? A maior conquista do Caminho da Mão Esquerda.

O desejo de contato com as forças criativas e primordiais do universo foi preservado durante séculos por algumas religiões e as tradições mágickas. Nas tradições ocultistas Ocidentais do Caminho Mão Esquerda são conhecidos como o satanismo, mas na verdade seu alcance é muito mais amplo. O Caminho da Mão Esquerda, a Via Sinistra é um fluxo que estende as suas raízes em antigos cultos dos deuses das trevas e natureza, como Dionísio. Acima de tudo, referem-se a cultos femininos, como Hécate, a divindade de noite, da lua e da magia.

O termo Caminho da Mão Esquerda, não existe só no ocultismo ocidental, mas também existe no tantrismo hindu, onde o vama-chara ou Vama Marg (“Caminho da Mão Esquerda”), que é um caminho direto para uma divindade muito mais poderosa do que dakashina-chara (“Caminho da mão Direita”). Julius Evola escreve em seu livro “The Yoga Power”:

“Há uma diferença significativa entre os dois caminhos tântricos, o da mão direita e mão esquerda (onde ambos estão sob o poder de Shiva). No primeiro caso, o adepto sempre experimenta um “alto” nível de realização. No final, “o segundo torna-se o soberano” (chakravartin que significa o que governa o mundo)”.

A filosofia do Caminho da Mão Esquerda existe em outras tradições. Na Cabala, é o caminho das Qliphoth – que está ligada com os princípios da Árvore da Morte, a meia noite da Árvore da Vida. Na tradição nórdica é o Seid , a arte mágicka de transe para a libertação da alma. Também nos elementos tradição do vodu o Caminho da Mão Esquerda tem sobrevivido, especialmente nos ritos Petro ou seitas também chamados de vermelho (thomazos cabrit), baseado em um sistema semelhante ao qlifotico. É semelhante no caso do hinduísmo onde tais grupos são conhecidos como Aghoras. Todas estas tradições conter um processo de iniciação que levam à imortalidade e divindade através da reafirmação das energias primordiais relacionados com a ideia de escuridão, as correntes lunares feminina e a recriação consciente em harmonia com o universo . Ao mesmo tempo, é o desenvolvimento de uma consciência única e poderosa que existe acima e além da consciência de todos os seres vivos.

O processo de iniciação no Caminho da Mão Esquerda e da Direita.

O caminho da iniciação, que é assumida pelo Caminho da mão direita é chamado de Via Sacra, o objetivo é a aniquilação dos aspectos do homem (microcosmo) e o Universo (macrocosmo) que são considerados “sombrios”, ruim, indesejável e que separa o homem de Deus. O Caminho da Mão Esquerda, Via sinistra, não evitar esses problemas, ao contrário, incentiva a enfrentá-los e usar o seu poder para a recriação do seu universo. O Caminho da Direita é o caminho da “fuga” para a luz, para longe da escuridão. É um caminho que se concentra apenas em um aspecto, a negação do fato de que a luz não pode existir sem a escuridão. O caos primordial, a partir do qual o universo surgiu, era um amálgama de todos os opostos, de luz e escuridão, fogo e água, terra e ar, e outros que foram determinados e divididos pelo “ato da criação” para se tornar realidade que temos à nossa volta. Isto ocorre por meio da polarização dos opostos e esta baseado na dualidade cósmica. Assim tendo que reunir todos esses elementos para refazer a divindade. Para o Caminho da Direita isso não é possível, uma vez que visa aniquilar o indesejado macro / microcosmo ao invés de buscar um equilíbrio entre estes aspectos. É diferente no caso do Caminho da Mão Esquerda é um caminho iniciático com base na fórmula de alquimia “solve et coagula” (“dissolver e preservar”), em suas bases esta o confronto inclusive com aqueles aspectos que são reconhecidos como “negativo” pelo Caminho da Mão Direita. Em termos cabalísticos, os seguidores do Caminho da Direita escolhe caminhar em uma “escala” com os mais altos níveis da Árvore da Vida (Kether). O mago do Caminho da Mão Esquerda escolhe o caminho das qliphoth da Árvore da Noite. Enquanto, os adeptos do caminho da Mão Direita trabalho só com um lado simbólico da Árvore da Vida, os praticantes do Caminho da Mão Esquerda trabalham com ambos.

Quando o mago do Caminho da Mão Esquerda atinge o nível de Kether, alcança Thaumiel, a qliphoth gêmea representando os altos níveis de desenvolvimento alquímico (divindade), ao mesmo tempo. O Caminho da Mão Esquerda é o caminho do equilíbrio entre forças opostas de existência, do claro e escuro, estáticos e dinâmicos, forças destrutivas e criativas. Porque são complementares e não pode existir sem o outro. Só o equilíbrio entre elas é a fonte de sabedoria e poder. A luz representa o nascimento, criação, enquanto a escuridão representa a morte, destruição, retorno à fonte da criação. Juntas, essas forças são a fonte de todas as formas de vida e todo o tipo de energia que precisa duas forças opostas para existir. A negação de um é a negação da própria vida:

“O mago pretende tornar-se o centro da criação e destruição, uma manifestação viva das forças do caos no reino da dualidade, um microcosmo completo, um deus.”

É por isso que um dos principais símbolos do Caminho da Mão Esquerda é o Dragão ou Serpente que representa a unidade de todos os opostos, como Ouroboros, a serpente que morde a própria cauda. E contem os elementos tanto do sexo feminino e masculino, ativos e passivos, criando e dando vida e devorando a si mesmo. Ouroboros representa o famoso princípio hermético “Assim como acima, assim esta abaixo”. Esta regra refere-se à relação entre o homem e o mundo que nos rodeia. À medida que o mundo contém muitos princípios diferentes, o homem não é uma unidade. Peter J. Carroll escreveu que o ego do homem não é homogêneo, mas é uma parte de inúmeras partes da consciência de outros seres. A psique não tem um centro, esta não é uma unidade, mas sim uma mistura de elementos. Alguns deles tendem a ficar juntos, criando um senso de ego. Muitas outras tradições mágicas ver o homem de uma forma similar. A síntese das partes, a criação de um ser humano, a principal conquista do processo alquímico conhecido como Opus Magnum.

Antinomianismo.

Antinomianismo, é uma atitude de oposição às normas e valores comumente aceitos é um importante elemento do Caminho da Mão Esquerda.

Antinomianismo é a única maneira de rejeitar os valores da massa que cresceu no mundo em que vivemos. O Caminho da Mão Esquerda refere-se ao antinomianismo do caminho espiritual, é a oposição a/os deus/deuses dominantes do sistemas religiosos, e é a busca da divindade individual. Para magos do caminho da Mão Esquerda, os deuses são principalmente seres arquetípicos, relacionados com diferentes aspectos do universo e da consciência humana. Um praticante pode sair do paradigma aceito que reconhece essas forças como superior. É essencial sair do quadro estreito estabelecido pelas religiões maciças que são o obstáculo para o progresso espiritual individual. A aceitação passiva da ordem imposta leva à estagnação. O Caminho da Mão  Direita busca a integração com este fim, e é caracterizada pela extroversão (exposição ao mundo exterior). No entendimento religioso e místico, significa união com o Deus transcendente que está acima de todos os seguidores. Neste caso, a pessoa tem que dar aspirações individuais para se tornar um escravo completo das forças elevadas. É completamente diferente para o Caminho da Mão Esquerda, uma vez que é caracterizada por uma profunda introversão (uma viagem iniciática a psique em busca da divindade).

A auto-deificação.

Uma das questões mais duvidosas ainda deve ser respondida é: O que faz o homem se tornar um Deus? “Divindade” pode ser entendida de formas diferentes. Deve ser lembrado que a realidade que nos cerca é uma questão de como se percebe as forças existentes no universo. O mundo está fora de controle para o homem, e os seu inconsciente e seus poderes ocultos. O processo alquímico de iniciação que o adepto do Caminho da Mão Esquerda é submetido, libera gradualmente estes poderes. O confronto com os aspectos individuais da consciência dá uma visão em profundidade a personalidade e fornece conhecimento sobre nós mesmos e o mundo ao nosso redor. Conhecimento e compreensão das forças que são partes de nós e do universo, nos permite viver a vida de acordo com a nossa vontade. Para isso, é essencial que passe por um processo difícil de transmutação alquímica interminável que começa no interior humano.

Um mago do Caminho da Mão Esquerda deve reconhecer e explorar o  interior obscuro para iluminar com a luz do conhecimento e da compreensão. Sabedoria no Caminho da Mão Direita é em uma só via, ou seja, incompleta. De acordo com as religiões monoteístas, “ver Deus” significa experimentar a cognição de uma parte do paradigma da consciência humana. Mas toda a experiência também significa “ver o diabo”. “A união final com Deus”, a última conquista do Caminho da Mão Direita, significa a união da consciência individual com a consciência coletiva, e um está apto a preservar a integridade e unidade, e resistir ao poder da consciência coletiva. Como Peter Carroll disse. “em morte a força da vida individual é reabsorvido pela “força da vida deste mundo que se faz conhecido por nós como Baphomet” para as religiões monoteístas esta experiência é a união com Deus. Para o mágicko é  “ser comido pelo Diabo em sua busca deliberada de liberdade.”

De acordo com a filosofia do Caminho da Direita, não se pode opor a Deus / poder superior. Os seguidores do Caminho da Mão Esquerda não partilha desta opinião.

O exílio simbólico do homem do Jardim do Éden, como no mito da queda de Lúcifer, ambos representam a busca da divindade individual, e a escuridão se torna uma metáfora que transcende além dos quadros impostos por Deus. Na escuridão o homem brilha com sua própria luz, criando seu próprio mundo. A viagem através da escuridão também é a evolução espiritual do homem. O Jardim do Éden é uma fase da infância, o tempo em que o homem se sente seguro e dependente de forças superiores. Saindo do Jardim do Éden é um passo em direção à maturidade, independência, liberdade, mas também é a responsabilidade, é quando o homem começa a decidir sobre sua própria vida. Tomando este passo entrar no Caminho da Mão Esquerda, e andar por este caminho significa abandonar a segurança da luz e ver o desconhecido. E assim descer no abismo da escuridão para encontrar a liberdade e a divindade lá.

Asenath Mason. Lodge Magan.

Traduzido por .’. Henri Calado .’.

 

 

Liber Wraith – Teatro das Sombras

Sinopse do Autor:  Liber Wraith – Teatro das Sombras é um tratado de Magia e Alquimia Negra real fundamentado no culto ao antigo Deus Morcego maia chamado Camazotz.

É não somente um mero livro, mas um grimório contendo alguns dos primeiros exercícios do início de minha caminhada na Via Sinistra, criados por mim e fortemente influenciados pela The Order of Phosphorus e suas práticas internas.

Teste seus limites, e através da auto-superação, alcance o princípio do estado Alquímico-Mental do Nigredo, a transição Espiritual.

Eis sua chance de provar para si mesmo a sua capacidade. Bem vindo a Escuridão.

Sinopse do Sabedoria Subversiva: O  Liber Wraith foi um livro lançado primeiro nos Estados Unidos pelo Malachi em parceria com outro escritor chamado  Peter Caira. Já faz três anos que o livro foi publicado lá fora e que eu entrevistei o Malachi, e ele me falou que pretendia traduzir este livro para o português. Bom talvez esse seja o livro que mais tenha esperado pela publicação. Afinal foi três anos de espera! A pergunta agora deveria ser, valeu a espera? bom o livro é muito bom, o autor larga um pouco a filosofia de lado e parte para um livro, mas pratico. o livro é um ótimo para os que estão iniciando as praticas, mas é muito básico para alguém já tem as chaves. Enquanto é um verdadeiro guia iniciador para os iniciantes

Ranking Sabedoria Subversivo – 10 Baphomet

Auto-Iniciação a Corrente do Necronomicon

Este texto é parte do workshop sobre o Necronomicon Gnosis que eu fiz na primavera e no verão de 2008, eu escrevi em resposta às muitas perguntas sobre o trabalho prático com a magicka de Lovecraft que recebi depois de editar o meu livro “Necronomicon Gnosis – Uma Introdução Prática”. A questão que me foi perguntada com mais frequência era “como começar?”, “Como me adaptar com as praticas das Correntes do Necronomicon?” A resposta simples seria: “através da prática intensiva e sistemática dedicado aos deuses essa seria principal formas de adquirir o conhecimento Lovecraftiano” – meditações sobre os símbolos e nomes do caminho, invocações, etc. Neste sentido, funciona como todos os outros sistemas mágickos – quanto mais tempo que dedicamos ao nosso trabalho com o Necronomicon Gnosis, mais sensível ficamos e abrir nossos portais para transmissões estelares. E enquanto isso pode parecer óbvio para um praticante mais avançado, os novatos muitas vezes ficam desanimados por um panteão complexo e estranho das ciências de Lovecraft e o pensamento de que tudo isso é apenas uma ficção. Então, antes de começarmos nossas aventuras no reino da magia de Lovecraft, devemos tomar consciência de uma coisa básica – todas as versões do Necronomicon e outros textos relacionados à prosa dos mitos de Cthulhu, muito embora eles não possam ser tratados como fontes históricas, eles ainda podem servir de inspiração para o nosso próprio trabalho com esta magia.

Muitas vezes descrentes mencionar o argumento comum de que o próprio autor admitiu que todas as histórias eram apenas uma ficção literária e o nome de Abdul Al Hazred inventado por ele em sua infância inspirado pela leitura de “As Mil e Uma Noites”. Mas, em resposta, podemos dizer que todos os deuses mitológicos foram criados pela humanidade em tempos muito antigos, e se olharmos para isso a partir deste ponto de vista, os Grandes Antigos não parecem menos válido do que os antigos deuses das mitologias do mundo. Há um grande intervalo de tempo entre a sua presença na cultura e magia, quando comparado com a sabedoria antiga, é claro. Mas ainda são apenas invenções da mente humana, nascida como uma resposta às necessidades contemporâneas de adoração e de identificação. Atualmente, as pessoas não precisam, por exemplo, de divindades agrícolas de nossos antepassados (não como naquela época), e a invenção de um mais “moderno” é criado. E os Grandes Antigos, parece mais adequados às necessidades atuais. Daí suas naturezas alienígenas e, eventos híbridos intangíveis, força destrutiva e um enorme potencial evolutivo – parece ser uma resposta ao rápido desenvolvimento da ciência, a física quântica, as experiências com o código de DNA, etc As entidades de Lovecraft representa de uma forma este progresso científico, que é ao mesmo tempo fascinante e assustador, como a maioria desses fenômenos ainda permanecem inexplorados, e é bastante comum ter medo do inesperado e do desconhecido. Talvez esta seja a principal razão pela qual este conhecimento vem ganhando enorme popularidade na literatura, na arte e esoterismo contemporâneo.
As entidades de Lovecraft são “estrangeiros” forças cósmicas da evolução humana e pode ser identificada as mitologias ou não, uma vez que representam o progresso evolutivo inerente à mente humana. Podemos representar algumas comparações, entre Dagon e os antigos deuses da água tais como Oannes. Shub-Niggurath é uma visão geral dos conceitos de um princípio masculino associado com deusas escuras, como Kali ou Lilith, mas ao mesmo tempo Shub-Niggurath pode ser identificado com os deuses selvagens da natureza, como é Pan. Nyarlathotep, como um personagem que anda no meio do povo na terra, tem algumas centenas de avatares e representa o conceito do malandro, o adversário, o diabo Sabbath das bruxas, Sombra pessoal, e muitos outros, que nós permite a comparação com um amplo espectro de deuses mitológicos. A cobra deus Yig poderia corresponder a outras divindades mitológicas como a serpente Quetzalcoatl para os astecas. É difícil fazer uma associação entre mitologias terrestres cósmicas e divindades tipicamente Cthulhu, Azathoth ou Yog-Sothoth, que se manifesta como híbrido, completamente alheio à percepção humana, para que eles não nos fazem lembrar dos deuses mitológicos típicos. Em inúmeras livrarias on-line encontrar muitos “Necronomicon” e textos afins, tais como o “Al Azif”, “De Vermis Misteriis”, “O Livro de Dagon”, “Os textos de R’lyeh”, e muitos outros. Não é o assunto deste ensaio discutir se estes textos são grimoires genuíno ou engano, inventadas para preencher as necessidades do mercado, mitologia moderna. Real ou não, tem havido muitos mágickos que encontraram utilidades nas praticas, e quem trabalha com estes textos, admite que há “algo” de mágicko em si. Mas esta não é a substância dos textos em si: a chave para uma prática bem sucedida está na mente do praticante, esse é o motivo pelo qual rituais e cerimônias são feitos,o praticante se concentrar neles. O poder mágicko de verdade não está contido nas páginas de um livro, mas dentro da mente humana, e uma mente de um indivíduo criativo pode transformar ficção em uma experiência genuína. Isto é como a magia de Lovecraft funciona.O “Necronomicon” e as histórias do mitos de Cthulhu pode servir de inspiração para explorar os labirintos das mentes individuais, e tornar-se uma ferramenta para explorar as profundezas da consciência do magicko. E uma vez que a natureza é mais adequado para os tempos modernos, muitas vezes substituir as antigas formas divinas no ocultismo contemporâneo.
Este ensaio vai apresentar alguns métodos de como começar a trabalhar com a Corrente do Necronomicon e como usar esse grimoires de Lovecraft. A primeira vista, parece muito complicado ou inútil para um profissional moderno. Mais Necronomicon Gnosis pode ser visto como um conjunto de ferramentas e técnicas que permitem uma melhor compreensão dos conceitos cósmicos e evolutivos representados pelos Grandes Antigos e outras entidades de Lovecraft. Como não há nenhuma versão “verdadeira” do Necronomicon, não há uma abordagem única para este tipo de magia e um seguidor inteligente é livre para inventar seus próprios métodos de trabalho, sendo limitado apenas pela sua própria criatividade e imaginação. Devemos lembrar que como um sistema mágicko, o Necronomicon é suficientemente “genuíno” para aqueles que são capazes de capturar suas correntes intangíveis e entra em contato com forças que transcendem além da racionalidade e da percepção humana.

 

Auto-Iniciação ao Necronomicon Gnosis

 

Auto-iniciação na Corrente do Necronomicon geralmente ocorre em dois níveis, que no processo de iniciação estão entrelaçados em uma fusão avançada dentro de um poderoso caminho mágicko. Um mágicko geralmente começa a trabalhar erguido o Templo os Grandes Antigos em sua mente e construindo no plano material. Aqui podemos fazer uso dos inúmeros textos e grimoires relacionados com o Necronomicon. Os grimoires de Lovecraft e os conhecimentos do Cthulhu Mythos, embora a maioria deles afirme ser “de origem árabe”, paradoxalmente, têm uma forte semelhança com as tradições esotéricas ocidentais. Um mágico não tem de seguir as instruções exatas de como preparar o templo, ferramentas ou rituais, no entanto, como essas descrições muitas vezes parecem ridiculamente complicadas, mas podemos ajustar as nossas necessidades e materiais disponíveis.

Construindo o seu templo

Este aspecto da magia de Lovecraft é puramente cerimonial. Dependendo do grimoire, nós dirá para preparamos um tipo especial de templo para trabalhar com as entidades do Necronomicon. Em Al Azif, por exemplo, o tempo é um edificado do lado de fora, fazemos um círculo de pedras na área aberta, onde cada pedra representa a direção particular ou cardeal, ou um planeta e é um símbolo apropriado gravado nele. No meio do círculo tem um altar com o selo de Yog-Sothoth (a divindade que representa o conceito de “portal” para a realidade alternativa) e os nomes das divindades mais poderosas: Azathoth, Cthulhu, Hastur, Shub-Niggurath e Nyarlathotep. Ao redor do altar são quatro pedras que fazem referência aos quatro pontos cardeais, e em torno destas – sete pedras que representam os planetas, o sol e a lua. Todo o espaço fechado dentro das rochas é um portal através da qual as forças convocada podem se manifestar. É necessário pelo menos, um grande jardim com um templo bastante complicado, o que poderia ser um pouco difícil nos dias de hoje. Descrições mais ou menos semelhantes são encontradas em outros grimoires Lovecraftianos.

Geralmente, para praticar a magia do Necronomicon é o suficiente ir para a natureza e encontrar um lugar escuro e solitário onde você não será interrompido. Deve ser um lugar que mexe com a sua imaginação, onde você pode sentir as sombras que se movem em torno de você, a natureza e os ventos sussurrando mensagens, pressionando a terra na frequência do batimento cardíaco. Pode ser um antigo círculo de pedras, uma floresta escura, um bosque e, normalmente, algum tipo de lugar que daria a impressão de que a fronteira entre os mundos é fino e fácil de entrar em contato com as forças do inconsciente. Especificamente para a magia de Lovecraft, isso não deve ser um lugar de natureza – poderia muito bem ser uma antiga área urbana: edifícios industriais abandonados, e assim por diante. Lá você pode ver um portal através do qual os Grandes Antigos se manifestam para você.

Se no entanto, preferirem criar o seu templo, você pode decorá-lo com imagens relacionadas ao folclore de Lovecraft. Não há descrições das “Antigas” entidades do o Necronomicon, mas a arte moderna está rapidamente enchendo este vácuo mitológico e você pode encontrar muitos cartazes, estátuas e outras representações visuais dos Grandes Antigos. O cenário deve afetar a sua imaginação, então sinta-se livre para colocar em seu espaço ritualístico os itens que você acha que são melhores para você. Os sigilos e diagramas também são adequados.

Prepare suas ferramentas rituais

Você também pode ir um passo à frente e preparar suas ferramentas ritualísticas para ser usado somente em trabalhar com a magia de Lovecraft. Aqui nós temos uma grande variedade de escolhas, dependendo de que grimoire Lovecraftiano você escolher como referência. Entre as ferramentas que você pode realmente fazer mais ou menos de acordo com as instruções, pode-se citar a espada Barzai (uma espada ritualística), o incenso de Zkauba (usada para algumas cerimônias), o navio de Balon (um tipo de embarcação para clarividência), o anel de Hypnos (usado para os trabalhos oníricos), e muitos outros. Mesmo se você escolha falsos Necronomicons populares, se você acreditar no seu poder e você se esforçar o suficiente para eles, provavelmente funciona.

Embeleze suas cerimônias com sinais de poder

Um dos grimoirios Lovecraftianos menciona sinais especiais de poder que pode ser usado em cerimônias. Estes são o sinal de Voor simbolizando o poder dos Antigos, o sinal de Kish, que abre as portas e destrói as barreiras, o sinal de Koth que guarda o Portal, e o sinal dos Deuses Antigos que impede o poder dos Grandes Antigos e é usado em exorcismos.

Nyarlathotep e o trabalho do Templo

Agora que o espaço e ferramentas ritualísticas estão preparados, é hora de escolher as entidades mais adequadas para começar o nosso trabalho. Aqui são sugeridas duas formas divinas. Uma é Nyarlathotep, o outro é Cthulhu. Por que esses dois?  Nyarlathotep é um das divindades líderes dos Mitos de Cthulhu para o seu papel de intermediários entre os seres humanos e os Grandes Antigos. Ele é o que conduz o homem através das estrelas ao caminho para a divindade. E muitas vezes aparece de uma forma que pode ser entendido e compreendido pelo homem – em geral de uma forma humana. Isso é importante, porque é mais fácil de visualizar um deus antropomórfico do que um híbrido com milhares de tentáculos e bolhas. Por exemplo, na história dos sonhos de Lovecraft no Witch House podemos vê-lo como um ser negro de corpo esguio, com uma pele horrivelmente pálido, vestindo um robe preto longo e um chapéu. É muito importante notar que na história ele atua como um intermediário entre o adepto que faz um pacto com os Grandes Antigos e seu representante, o deus Azathoth. O protagonista, Walter Gilman, é atraído para o outro lado, a uma sala escura onde você assinar o seu nome no sangue em um livro preto e faz um pacto com as forças escuras – um tema típico da tradição esotérica ocidental.Nyarlathotep realizada aqui o papel similar de intermediário diabolico como Mefistófeles na lenda de Fausto. Nyarlathotep é assim o intermediário entre as forças externas e a humanidade. Ele é o iniciador do Caminho da Mão Esquerda que impiedosamente destrói todas as fraquezas de nossas mentes. Nyarlathotep é, portanto, o princípio (o iniciador da comunicação com os deuses exteriores) e o final – o destruidor e o princípio da desintegração. Dizem que ele tem 999 avatares, que aparecem em todas as culturas e religiões ao longo da mitologia em todo o mundo, desde o início dos tempos até agora.

Assim, parece lógico escolhê-lo como a primeira entidade a se trabalhar quando começamos as nossas aventuras nos labirintos da magia de Lovecraft. Além disso, Nyarlathotep, como algumas entidades Necronomicon, é o personagem que pode ser encontrada no trabalho do lado externo, na natureza e em nosso espaço ritualístico interno. Podemos trabalhar com ele através de uma variedade de técnicas: meditações simples, invocações e evocações, vidência, sonho e trabalho astral e até mesmo através de tais tipos de magia e necromancia ou magia sexual. De todos os Grandes Antigos é a que é mais fácil de entrar em contato, e em seguida, através dele pode encontrar o acesso a outros Antigos mais cósmicas e alienígenas.

 

Nível onírico.

A outra maneira de sintonizar-se com a corrente do Necronomicon que não seja através do trabalho cerimonial, mas através de um despertar mais sutil do inconsciente, isto é, através dos trabalhos oníricos.

Cthulhu

Aqui, é claro, temos Cthulhu, o Senhor dos Sonhos. Como os sonhos são a chave para o inconsciente, esse tipo de magia é uma das técnicas mais importantes na exploração dos mundos do Necronomicon e o encontro com suas entidades. Cthulhu encontra-se em uma tumba (“não está morto, mas dorme”) subterrânea em R’lyeh – cidade representante das profundezas do inconsciente. Enquanto dorme, ele tem a capacidade de entrar em contato com os seres humanos através de sonhos – enviando sonhos e visões sobre o de tempos antigos e deuses que governaram o mundo no início dos tempos. Na prosa de Lovecraft em tais transmissões ele assumir a forma de pesadelos, mas pode ser uma ferramenta útil no trabalho com as Correntes do Necronomicon se alguém estiver dispostos a abrir a sua mente “Call of Cthulhu”.

Semelhante ao Nyarlathotep, Cthulhu é descrito como o “sumo sacerdote” dos Grandes Antigos, o único que pode se comunicar com os seres humanos e agir em nome dos outros deuses cósmicos. Enquanto Nyarlathotep actua principalmente através do plano material e pode ser encontrado no mundo desperto, Cthulhu trabalha através de sonhos no reino sonhador. É raro ouvir sua voz de forma espontânea, mas podemos ajudar o nosso subconsciente a se abrir para essas transmissões.

Magia Onírica.

As técnicas de trabalhos oníricas com a magia de Lovecraft realmente não muito diferente de outros métodos de trabalho do sonho, mas vale a pena lembrar alguns conselhos. Por exemplo, antes de ir para a cama, ler uma história dos mitos de Cthulhu, aleatório, dedicado a Cthulhu ou de outra entidade escolhida. Ou podemos assistir a um filme com um tema de Lovecraft, como “The Call of Cthulhu” “From Beyond”, “Dagon”, etc. Depois, nós adormecemos visualizando as cenas da história ou se concentrar mentalmente sobre os nomes ou imagens. Também é recomendável salvar algumas descrições, e depois que dormimos, nós a usamos como um portal para entrar em um sonho consciente. Isso requer uma boa capacidade de visualização e concentração. Se feito corretamente, o cenário deve continuar em seus sonhos.
O mesmo procedimento pode ser aplicado a uma meditação sobre um sigilo ou ilustração que representa Cthulhu – uma meditação centrada antes de dormir, em seguida, tentar adormecer durante a visualização da imagem. Quando você faz este tipo de meditação, também tenta estabelecer uma ligação à entidade por meio das imagens – se olhar para dentro deles e enviar uma mensagem mental para convidar Cthulhu a sua mente. Você também pode criar sua própria discrição ou desenhar suas próprias imagens. Ou ao contrário de uma representação visual, você pode meditar em um mantra. Eu recomendo o mantra clássico: “fhtagn wgah’nagl Cthulhu R’lyeh fhtagn do mglw’nafh” ou simplesmente “fhtagn Cthulhu R’lyeh”. Ou antes, de você cair no sono, se encher à sala com o cheiro de incenso que você só vai usar no trabalho com o Necronomicon. A alternativa é uma música mais Lovecraftiana.

A voz de Cthulhu

Quando seus sonhos estiverem cheios de visões e ambientes da prosa de Lovecraft significa que você está no caminho certo com o seu trabalho e sua consciência foi despertada para este tipo de gnose. Você pode receber o “chamado” de Cthulhu em seus sonhos como uma voz misteriosa ou a mensagem de uma maneira monótona, enigmática e aparentemente sem sentido. Em seguida, siga as visões de templos lamacentos e monólitos localizados em uma enorme cidade esquecida. Verifique também nomes, imagens, símbolos, mantras e palavras de poder que podem então ser usados ​​na comunicação consciente com essas forças. A entrada consciente dentro do sono permite um contato claro com os Grandes Antigos e outras entidades semelhantes que existem na fronteira entre os mundos de sono e vigília.

Um exemplo de um trabalho de sonho com Cthulhu combinação de várias técnicas podem ser encontrados no meu livro, Necronomicon Gnosis: uma introdução prática. Lá você também vai encontrar mais algumas informações sobre como trabalhar com os sonhos mágickos de Lovecraft.

Asenath Mason. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.