um desabafo

O caminho da mão esquerda não é um caminho fácil como se mostra e tão pouco aceita muitos os seguindo. Esse desabafo é por que estou cansando de ver esse imbecis por ai achando que ser satanista é ser trevosinho, eles acham que se usar preto e se encher de drogas, trepar com as meninas no cemitério  e ouvir metal é ser satanista e para esse babacas você ganhar pontos extras se estiver sofrendo algum processo na justiça.

O caminho da mão esquerda esta em moda muito querem fazer parte segui e ser o cara do momento, mas não tem estomago, se ver o demônio mijam nas calças, alias se as mamães deles souberem e derem uma bronca neles ele vão pedir desculpas e corre para igreja junto com elas. Esse merdas merdas folheiam uns folhas de livros e se acham os fodas, outros vomitam filosofia barata sem mesmo nunca ter feito um ritual de verdade, enquanto outros acham que meta gatos são rituais de invocação a Satan. Os vermes acham que tem honra, se jugam o mal encarnado, e os favoritos de Satan.

Os poucos ocultistas que chegaram em algum lugar são presos em armadilhas, se prendendo a dogmas, medo, falsos códigos de conduta e coisas do tipo. Nesse tempo vi os ocultistas caíram nessas armadilhas e se quebraram por completo. uns se tornaram fracos e chorões, outros viraram filosofo de mesa, famosinhos de internet cheios de falso ego ou a raça que mais odeio os falsos ocultistas fodões aqueles querem passar a imagem de fodões verdadeiros mestres da magicka, mas não passam de insetos.

Muitos se dizem  ocultistas, mas poucos é os que são. Não acredito que a molecada de hoje em dia se tornaram ocultistas foda, mas talvez de 2000 ocultista um se salve e se torne de fato um grande ocultista.  Mas o fato é que muitos não durariam dois minutos no verdadeiro mundo do ocultismo.

 

Ocultismo

Liberte-me, ouço os uivos dos daemons,

Rugindo de conhecimento.

Hoje sou eu quem governo minha vida.

Não me prendo em dogmas,

Não tenho deuses a me ajoelhar.

Não deixo castra o meu poder,

Sou larva, magma, supernova

fogo que se renova.

 

ação e reação!

uns se acende uns se apaga .

ou tu machuca ou é machucado.

ou você bate ou você apanha .

ou você controla ou é controlado .

Papus já dizia: o homem é um animal, emocional racional,

Mas um ocultista só pode ser racional.

Tenha o seu momento animal e sentimental, mas viva o racional.

 

Eu aprendo com o melhor

E você?

Ocultismo, ocultismo, ocultismo está em moda.

Neguinho fica filosofando,

Esquece as práticas da ciência negra.

Se vê um daemon sai correndo para saia da mamãe,

A cada tapa na cara eu me torno mais forte.

E você, será que dura um dia com sabnock?

Com dor e medo um já se quebrou

As minhas metas estão traçadas

Nem morto eu desisto delas.

Ritual de Banimento Draconiano

É comum vermos os novos adepto do caminho da mão esquerda recusando-se a fazer rituais de banimento com a desculpa de que “não se deve banir as energias que você mesmo chamou”. Este é um erro grotesco, digno de principiantes.

O fato é que as energias do local, ou mesmo entidades que possam estar presente, pode atrapalhar o ritual, então o ritual de banimento serve justamente para isso, banir as energias e entidades que não estão no mesmo padrão do ritual.

O praticante do caminho da mão esquerda é obrigado a lidar então com outro problema. A esmagadora maioria dos banimentos  envolve a utilização de egrégoras demiurgicas ou energias que podem gerar um choque durante o trabalho com as energias densas invocadas/evocadas dentro dos sistemas Sinistro.

Fez-se necessário então a adaptação de um ritual de limpeza que se encaixasse dentro deste sistema, para que fosse condizente e coerente com a situação. Mas sem perder a sua funcionalidade.

 

Ritual de Banimento Draconiano

 

  1. Comece o ritual voltado para o Leste, inspire profundamente e visualize uma bola de luz energética no seu peito expandindo-se conforme você expira faça isso 3 vezes. Quando você terminar a bola energética deve estar com a metade dela enterrado no chão formando meia esfera que deve ocupar todo o local que você quer banir
  2. Diga “Barra! Edin Na Zu, Utuk  Xul” significa Fora daqui! Vão para o deserto, espíritos maus! Na língua suméria.
  3. Ainda de frente para o Leste faça o pentagrama do ar com o nome Lúcifer no meio dele e diga – Lúcifer, sou filho do Dragão meu poder está além do céu estrelado.
  4. Siga para o Sul, faça o pentagrama do fogo com o nome Satan no centro dele e diga – Satan, sou filho do dragão meu poder está além do abismo de fogo.
  5. Seguindo para o Oeste agora trace o pentagrama da água com o nome Leviathan no meio e diga – Leviathan, Sou filho do Dragão meu poder está além das águas primordiais.
  6. Agora ao Norte trace o pentagrama da terra com o nome Qayin e diga – Qayin, sou filho do dragão meu poder está além da terra de Nod.
  7. Volte para o meio círculo de frente para o Leste e faça o sinal de controle dos elementos da natureza.  
  8. Agora vibre mais uma vez “Barra! Edin Na Zu, Utuk  Xul”
  9. Visualize agora uma grande serpente de fogo ao redor do círculo. Veja do leste uma figura humanoide de luz brilhante, ao Sul veja uma figura humanoide de negra cercada de fogo, ao Oeste veja uma figura de um grande dragão, ao Norte veja uma figura humanoide de negra.

Agora diga – A minha frente Lúcifer, ao meu lado direito Satan, ao meu lado esquerdo Qayin e Atrás de mim  Leviathan. Pois ao meu redor está a serpente de fogo Samael.

 

 

Herdeiro do Caos

Sou o Santo padre negro.
Em uma mão levo o rosário de Lúcifer,
na outra a bíblia de Satan.
Pela estrada da dor vou cantando aos demônios,
enquanto sacrifico os anjos de deus.

Sou a prole do Abismo,
aquele que nasceu do ódio.
Sou a criança da noite,
a cria dos deuses esquecidos.
Sou o sonho de vingança,
aquele que virou verdade.
Sou o deus que vai devorar o mundo.

Sou o lobo em pele de cordeiro,
o pior dos predadores.
O vampiro que bebera dos deuses cósmicos,
deixara seus servos definhar até a morte.

Sou o Dragão de onze cabeças,
vou violentar a mulher e devorar seu filho.
Sou a vingança do Caos primordial,
que vai arrancar a medula de deus.

NAOS – Um Guia Prático para Magicka Moderna

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Sinopse do autor:  NAOS: Um Guia Prático para a Mágicka Moderna é um dos livros básicos da Ordem dos Nove Ângulos (ONA).

Este livro descreve o sistema do Caminho Sinistro/Caminho Setenário, da Iniciação até as tarefas dos graus Internos da Ordem Esotérica.

Diferente do Manuscrito circulado na internet nos dias atuais, esta versão pode ser considerada “NAOS Beta”, pois foi diretamente traduzida do MSS Original, o NAOS Alpha, datilografado por Thorold West.

Este livro é um dos pilares da Alquimia Negra e do Satanismo, e chega agora as mãos dos Adeptos brasileiros do Caminho Sinistro.

Sinopse da SS: O  NAOS é um guia fundamental para os praticantes das Vias Sinistras e um livro santo para os membros da O9A.

O NAOS circulo muito tempo gratuitamente pela internet, mas o livro contem erros de gramatica e uma péssima explicação sobre os sistemas magickos das Vias sinistras, em alguns capítulos se torna quase impossível o intendimento das formulas e filosofia Sinistra.

Esses dias obscuros ficaram para traz com a chegada da tradução feita pelo Malachi Azi Dahaka. Realmente o tradutor se esforço para trazer a luz do NAOS de volta ao Brasil, o Livro traz agora as belas ilustrações de um membro do Temple of Black Sun a, gramática muito melhorada (embora não perfeita), você agora consegui entender os capítulos, tabelas corrigidas, formulas magickas mais detalhadas e melhores explicadas, e o melhor de tudo os capítulos de magicka aeonica e da roda do ano que era simplesmente inlegíveis agora da para ser lida e ate entendida rsrs.

O único problema é os espaçamentos fora de enquadro e logico que lamento mais uma vez tão grande obra ir para na maldita editora que não tem nem um amor pelos livros. Mas eu recomento que vc interessado no assunto corra para compra o seu NAOS, afinal é uma obra indispensável para qualquer ocultista.

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Link: http://www.clubedeautores.com.br/book/159604–NAOS#.U18nVvldWTs

Ranking Sabedoria Subversivo – 09 Baphomet

 

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Nota do Temple of Ascending Flame: primeiro Projeto Aberto de 2014: “As Três Faces de Hécate”

 

Para aqueles que têm interesse em Magia Draconiana, segue tradução do anúncio do primeiro Projeto Aberto de 2014 do Temple of Ascending Flame:

“O Temple of Ascending Flame (Templo da Chama Ascendente) tem o prazer de apresentar o seu primeiro Projeto Aberto de 2014: “As Três Faces de Hécate”. Ele é centrado nos antigos mitos e simbolismos da Deusa em relação ao seu papel na magia Draconiana auto-iniciática. O projeto consiste em seis trabalhos que devem ser realizados individualmente em seis dias seguidos. Estes trabalhos incluem meditações com sigilo, jornadas visuais e invocações. Eles exploram as três “faces” ou aspectos da Deusa, tipificados por seus animais simbólicos, representando os poderes de transformação, abertura de portais para o Lado Escuro (Nightside) e permissão para jornadas transcendentais através das Encruzilhadas Místicas. O propósito do projeto é introduzir o praticante aos mistérios de Hécate como a Senhora da Transformação e a Deusa das Encruzilhadas, através de sua corrente Draconiana/Ofidiana.

O projeto inicia no dia 29 de Março e Termina no dia 3 de Abril. Não há restrições para a participação – o projeto é aberto para todos. Se você estiver interessado em participar, fique à vontade para entrar em contato conosco no endereço info@ascendingflame.com para receber os materiais do projeto. Desta vez eles estão disponíveis em quatro idiomas: Inglês, Espanhol, Português Brasileiro e Italiano.”

Observação: O e-mail para solicitação dos materiais, independente do idioma escolhido, deve ser redigido em inglês, que é o idioma para comunicação com o Templo. Ao final do projeto, caso o praticante queira enviar o relatório com os seus resultados individuais e posteriormente receber o sumário geral dos resultados, também deve enviar o relatório traduzido para o idioma Inglês.

Gnose Luciferiana

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“A mente é seu próprio lugar, e dentro de si
Pode fazer um Inferno do Céu, do Céu um Inferno”
(Paraíso Perdido, John Milton)

A história de Lúcifer e a lenda de sua queda parecem ser simples e comumente conhecidas. Entretanto, é realmente tão óbvia? Talvez uma resposta a esta pergunta seja encontrada neste ensaio que o guiará passo a passo através das numerosas formas deste fascinante arquétipo
que inspirou filósofos, artistas e poetas por muitos séculos. Vamos dar uma olhada mais de  perto em suas origens mitológicas e a interpretação mística em certos caminhos espirituais como a Alquimia ou a Cabala. Nós também discutiremos seu significado no Caminho da Mão Esquerda (Left Hand Path), no qual seu simbolismo tem um papel enormemente significativo. Quiçá esta análise lançará mais luz sobre Lúcifer como um personagem, e também sobre o tipo de gnose esotérica que ele representa.

Nós iremos começar a discussão do mito de Lúcifer com a propagação da lenda pelas fontes Cristãs, como é a mais conhecida versão da história e ao mesmo tempo a mais errônea e cheia de ambiguidades. Ela é baseada em citações curtas da Bíblia incorretamente interpretadas, sendo o fragmento chave uma citação do Livro de Isaías:

“Como foi que caíste dos céus,
Ó Lúcifer, filho da manhã?
como foste atirado à terra,
tu que derrubavas todas as nações?
Afinal, tu costumavas declarar em teu coração:
erguerei meu trono acima das estrelas de Deus;
eu me estabelecerei na montanha da Assembléia,
no ponto mais alto do norte.
Subirei mais alto que as mais altas nuvens;
tornar-me-ei semelhante ao Altíssimo!
Contudo, foste precipitado às profundezas do inferno,
ao fundo do abismo.” (Isaías 14:12-15)

Na tradição Cristã este fragmento serviu como uma base para a lenda de um anjo orgulhoso que buscou ser igual a Deus, e por sua presunção ele foi precipitado ao abismo infernal. A história de Lúcifer ilustra o pecado arquetípico da Soberba, um dos sete pecados mortais. Como mostra a lenda, por este pecado pode-se ser punido com a pior de todas as punições – condenado à eterna separação de Deus e lançado na escuridão desprovida da luz celestial.

A mesma história de pecado como uma causa de queda e rebelião contra Deus é apresentada por Ezequiel: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em beleza. Tu estavas no Éden, jardim de Deus… e eu te designei: estiveste também no monte sagrado de
Deus e caminhavas entre pedras resplandecentes. Tu eras irrepreensível em teus caminhos desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti.” (Ezequiel 28:12-15). De acordo com esta citação, Lúcifer caiu e perdeu sua perfeição original porque ele se esqueceu de suas raízes, sobre o fato de que ele era uma criação de Deus e não podia ser igual ao seu criador. Ele foi cegado pelo orgulho, insolência e presunção, que o fizeram se sentir divino e pelo que ele foi punido com o exílio do céu.

Outros fragmentos da Bíblia, descrevendo a queda de anjos, também foram atribuídos a Lúcifer (“Ele foi derrubado, a antiga serpente”, Apocalipse 12:9), que era ao mesmo tempo identificado com Satã, o Adversário, o primeiro anjo que se rebelou contra Deus e foi precipitado ao Sheol, o abismo escuro, onde ele estabeleceu seu próprio reino infernal.

Este é o esboço da lenda Cristã de Lúcifer. Entretanto, se dermos uma olhada mais de perto nestes fragmentos bíblicos que supostamente são sua fonte, vamos descobrir que eles não têm muito a ver com a figura mitológica desse nome. É essencial perceber que antes dos
escritos originais, que agora constituem a Bíblia, serem traduzidos para o Latim, o nome de Lúcifer não aparece em nenhum deles. A citação do livro de Isaías, que é considerada como a fonte da lenda, pode ser de fato interpretada de uma maneira completamente diferente: o
termo “filho da manhã” (em original: “heleyl bem-shahar”) provavelmente se refere ao rei babilônio Nabucodonosor ou o rei assírio Tiglath-Pileser. Às vezes é dito que o fragmento de Ezequiel se refere à mesma pessoa, e às vezes é considerado como a descrição da queda de
Adão, o primeiro homem, e o exílio dos primeiros humanos do Jardim do Éden. O rei da Babilônia tinha uma lenda similar, contada na Bíblia de uma forma metafórica. O termo “estrela da manhã”, “filho da manhã”, se refere à sua soberba que evocou seu desejo de conquistar o mundo inteiro e governar da mesma maneira como Deus governa o universo. Seu símbolo é o planeta Vênus, às vezes chamado de “Helel”, “o brilhante”.

Mas quando o velho testamento foi traduzido para o Latim (a Vulgata), o termo “heleyl bemshahar” apareceu na nova versão como “lúcifer”, do Latim “lux” (Luz) e “ferre” (trazer). Na Vulgata a palavra aparece em muitos diferentes contextos, nem sempre se referindo a anjos caídos, e às vezes, muito pelo contrário: significa “a Estrela da Manhã” (o planeta Vênus), “luz da manhã” (no livro de Jó), “a aurora” (Salmos), “sinais do zodíaco” (também em Jó). E ela se refere a figuras tais como “Simão filho de Onias” (Eclesiastes), ou mesmo “Jesus Cristo” (Apocalipse).

Todavia nas centúrias seguintes Lúcifer veio a ser identificado com Satã e considerado o símbolo do mal. Sua lenda entrelaçada com a história do Tentador bíblico que em sua forma de serpente seduziu os primeiros humanos e em seguida os levou para longe de Deus. Ele tornou-se o líder dos anjos caídos que se rebelaram contra Deus e desceram à terra a fim de unirem-se na carne com as filhas do homem (o mito sobre a rebelião dos anjos apresentado no apócrifo Livro de Enoque, onde o líder dos rebeldes era Shemyaza, às vezes identificado com Lúcifer). Na doutrina de certas seitas Cristãs Lúcifer se tornou o Demiurgo, o criador maligno do mundo material que aponou as almas em corpos humanos. Nos escritos dos Cátaros (um movimento Cristão / gnóstico que floresceu na área da Europa ocidental e Ásia menor dos séculos 5º a 15º) nós lemos que ele foi o filho de Satã que criou o mundo consistindo da terra e sete céus. Foi ele que invadiu o Reino Celestial e tentou os espíritos com visões de coisas que eles não tinham conhecido antes, após o que um terço deles o seguiu e deixou o Céu (“E sua cauda arrastou consigo uma terça parte das estrelas do céu, as quais arremessou sobre a terra”, Apocalipse 12:4):

“… Eles desceram do céu quando Lúcifer os tirou de lá com uma afirmação enganosa de que Deus havia prometido a eles somente o bem; enquanto o diabo, como ele era esperto, prometeu-lhes o bem e o mal e disse a eles que ele lhes daria mulheres a quem eles iriam adorar, e que ele lhes daria alguma autoridade sobre os outros… e todos os que o seguissem e descessem com ele, teriam o poder de fazer o bem e o mal, assim como Deus, e que seria melhor para eles serem deuses que poderiam fazer o bem e o mal do que permanecer no céu onde Deus tinha lhes dado somente o bem”1

Lúcifer é “o Deus” que criou o mundo em seis dias como está descrito no Velho Testamento. Foi ele que dividiu a matéria-prima em elementos e deu forma ao mundo a partir deles. Então ele criou os humanos da argila e soprou a alma neles: a alma do homem foi o anjo do segundo céu, a alma da mulher – o anjo do primeiro. Depois disso ele em sua forma de serpente seduziu a mulher e a ensinou como obter prazeres carnais, revelando assim aos humanos os frutos da Árvore do Conhecimento. De acordo com certas teorias, Lúcifer é o segundo Deus. O primeiro é Ele que criou as coisas espirituais e invisíveis. Lúcifer é o criador das coisas materiais e visíveis. Ele aprisionou em corpos humanos as almas dos anjos que o seguiram e deixaram o Céu. Por esta razão as almas humanas são demônios que caíram das alturas e expiam seu pecado na terra, aguardando o retorno para a Luz. Havia também certas seitas Gnósticas que consideravam Lúcifer como o primogênito de Deus, aquele que deixou o Céu quando seu pai decidiu dar supremacia a seu segundo filho, Jezual.

De acordo com as lendas Cristãs, Lúcifer foi um dos Querubins, aqueles anjos que ficavam mais perto de Deus. Ele era o mais perfeito e mais belo de todos os anjos, e era o favorito de Deus. Seu nome então era Lucibel e se referia à sua beleza. Mas ele caiu por causa de seu livre arbítrio, quando percebeu sua divindade e desejou se tornar igual a Deus em todos os aspectos. Seu desejo foi julgado como um pecado e rebelião, e ele foi exilado de Céu a fim de se tornar o senhor do Inferno – o reino completamente separado de Deus. Na tradição Cristã o inferno é o símbolo de tormentos eternos, a escuridão da alma que foi privada da presença de Deus. Mas de outra perspectiva, é também um símbolo de liberdade, independência, o potencial permitindo para um indivíduo a divinização e a aspiração para se tornar seu próprio criador. O Inferno é interpretado desta forma pelo Caminho da Mão Esquerda, onde Lúcifer é o emblema da libertação final.

A Origem do Arquétipo

 

Entre as fontes da palavra “Lúficer” a mencionada mais frequentemente é a antiga poesia Romana. Lá ela significa “a estrela da manhã” e está relacionada ao termo Grego “eosphoros” (“portador da Aurora”). Aparece na Odisseia de Homero, Teogonia de Hesíodo, Geórgicas de Virgílio, e Metamorfoses de Ovídio. E apesar de “a estrela da manhã” ser mais frequentemente identificada com Vênus, há também teorias de que este termo se refere ao antigo deus da luz, também relacionado com este planeta. Na Grécia antiga este conceito foi  simbolizado por duas divindades: Eosphoro (Phosphoros) e Hespero (Vesper, Nocturnus, Noctifer), que correspondem a dois aspectos distintos de Vênus: A Estrela da Manhã que aparece na aurora, e a sua luz na escuridão da noite. A descrição desses dois irmãos divinos é encontrada na Ilíada, quando Phosphoros emerge do oceano para proclamar a vinda da luz divina, enquanto Hespero é visto como a mais esplêndida estrela no céu noturno. Phosphoros, o deus da aurora, era o filho da deusa Eos. Ele era retratado como um menino alado desnudo com uma tocha, em frente de sua mãe ou do deus sol Helios. A tradução Romana do nome “Phosphoros” é “Lúcifer”.

Este mito pode ser a mais primitiva fonte da lenda sobre este anjo brilhante. Mas nós não podemos esquecer sobre outro conto Grego com esta figura nas interpretações modernas. Esta, claro, é a famosa história de Prometeu. Deixe-nos relembrar rapidamente esta lenda mítica: Prometeu foi um dos Titãs e o criador da humanidade a quem moldou da argila misturada com lágrimas, e cuja alma era a centelha do fogo divino que o Titã roubou da carruagem do Sol. Então, vendo que o homem é fraco, ele roubou o fogo dos deuses novamente e o trouxe para a terra. Ele ensinou aos humanos como usar o fogo para criar artes e ofícios. Desta maneira ele despertou o espírito humano e deu à humanidade o potencial para governar o mundo. Por seu amor aos humanos ele foi severamente punido pelos deuses: eles o acorrentaram a uma rocha e todos os dias seu fígado era devorado por uma águia (ou um abutre) e crescia novamente para que esta dor pudesse durar para sempre. Esta lenda foi identificada com Lúcifer por causa de seu papel como o iniciador dos humanos: aquele que dotou o homem com a alma, o fogo divino, e mostrou a ele como se tornar igual aos deuses. A interpretação esotérica do mito explica a dádiva do fogo como o despertar da centelha interior no homem, a fonte do poder espiritual que corresponde ao conceito Tântrico da serpente Kundalini. O fogo de Prometeu é a centelha da divindade que quando despertada, pode se tornar a tocha de um potencial espiritual infinito. Assim como Prometeu ensinou a humanidade como se tornar semelhante aos deuses, então Lúcifer mostra ao homem o caminho da independência e a via para sua própria divindade.

Outra figura mítica, muitas vezes associada com Prometeu e Lúcifer é o Loki Escandinavo. Semelhante aos dois personagens acima mencionados, ele representa forças que ameaçam a ordem divina e cósmica. Ele é o portador da Luz / Fogo e ao mesmo tempo ele é o destruidor com um imenso potencial destrutivo. Seu nome se refere a “logi” (“chama”, “fogo”) ou ao verbo “lúka”, ou “lukijan”, significando “trancar”, que aponta para seu papel no fim do mundo existente (Ragnarök), o fogo final no qual o mundo e seus deuses irão arder. Ele é o pai de monstros mitológicos: o lobo Fenrir que irá devorar Odin no tempo de Ragnarök, a deusa cadáver Hel, e a serpente cósmica Jormungandr. Ele é o trapaceiro que constantemente desafia os deuses e sua ordem e leis fixadas. Ele também é o pai das disputas e mentiras. Mas ele também é o iniciador da humanidade a quem ele traz a dádiva do fogo divino – assim como Prometeu. Finalmente, ele também sofre um tipo similar de tormento: ele é punido sendo acorrentado às rochas, sobre sua cabeça há uma serpente venenosa que goteja veneno no rosto de Loki. Quando o deus treme de dor, suas convulsões causam terremotos ou desastres.

Um personagem similar também é encontrado no folclore Espanhol / Mexicano onde ele carrega o nome Luzbel. Luzbel é mencionado em textos Espanhóis do século dezesseis no México ou em grimórios tais como El Libro de San Cpriano (El Tesoro del Hechicero) e El Libro Infernal. Ele parece ser uma forma sombria de Lúcifer, um desafiador da ordem divina e o Portador da Luz como o fogo da divindade individual.

 

A Interpretação Cabalística

 

Nas teorias Cabalísticas, Lúcifer corresponde à Sephira oculta Daath. Contudo, a fim de entender esta atribuição, nós primeiro devemos retornar ao momento em que a Árvore da Vida era uma harmonia cósmica ideal e sua contraparte escura não existia. A Árvore Cósmica Perfeita consistia de dez níveis e vinte e dois caminhos como agora, mas então não havia plano material. Em vez disso, a Árvore da Vida continha Daath como uma parte integral da harmonia cósmica. Daath estava mais perto da tríade superior: Kether, Chokmah e Binah, acima da sephira central Tiphereth. Ela era o segundo sol que brilhava sobre as sephiroth vizinhas. Enquanto Tiphereth era o sol mais baixo que lançava seus raios sobre as regiões inferiores, Daath iluminava a parte superior da árvore da vida como o segundo sol místico. Suas luzes assinalavam dois “mundos” representados pelas sephiroth: o inferior (abaixo de Tiphereth), e o superior (circundando Daath). Ambas estavam harmoniosamente ligadas uma a outra. O sol mais baixo era governado pelo Arcanjo Miguel, o superior por Lúcifer: o Portador da Luz. Lúcifer era o anjo que residia mais próximo da trindade divina. Ele era o guardião e mediador entre a luz divina e as esferas inferiores, o que é refletido em uma antiga lenda de que ele era o mensageiro de Deus na terra que observava todos os eventos terrenos e os reportava ao Criador.

Na Árvore da Vida original, Yesod, a sephira mais baixa, era um reflexo ideal de Kether, a mais alta. Porque era o mundo astral do homem, ele foi considerado como uma imagem ideal de Deus. Yesod, entretanto, é também a esfera da sexualidade, existindo na árvore da vida em uma forma sutil e dormente. A razão da queda de Lúcifer e outros anjos não está clara dessa perspectiva. Talvez eles começassem a desejar o homem por causa de sua perfeição (“Os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram atraentes, e eles tomaram como esposas todas as que eles escolheram” Gênesis 6:2). Lucifer-Daath caiu / desceu para o nível do homem e despertou nele o poder da criação e energia sexual, que é representada pela dádiva dos frutos do Conhecimento, oferecidos pela Serpente bíblica. Dessa forma o homem ganhou acesso ao conhecimento que até aquele momento era reservado para Deus e entidades superiores. A queda dos anjos e sua união sexual com o homem foram a união proibida dos mundos. O homem ganhou o potencial da criação (de dar a luz a uma nova vida), e a harmonia cósmica ideal foi perdida. Onde uma vez existia Daath, um abismo se abriu e separou a tríade divina dos níveis inferiores. O homem foi expulso de seu Éden astral e habitou a nova sephira Malkuth, no plano material, enquanto os portões do Jardim divino foram fechados para ele: “Então ele baniu o homem e no lado leste do jardim do Éden colocou Querubins e uma espada flamejante que se movia em todas as direções, para proteger o caminho para a Árvore da Vida” (Gênesis 6:24). A sephira Daath juntamente com Lúcifer perdeu seu lugar próximo ao trono de Deus (Kether) e se tornou o abismo, o portal dos anti-mundos Qliphoticos nos quais Lúcifer estabeleceu seu Pandemônio.

Um adepto do caminho da Luz busca reconstruir a ordem cósmica original e a reunião com a perfeição divina. A morte de Cristo na cruz é uma metáfora de criar uma ponte sobre o abismo e unir o homem com Deus. O adepto do Caminho da Mão Esquerda procura aprofundar a queda e levar o processo de destruição até o final, de modo a acender sua própria centelha da divindade na absoluta escuridão do abismo. Completando o trabalho que foi iniciado com a degustação dos frutos do Conhecimento, o homem pode apanhar os frutos da Árvore da Vida.

 

A Jóia do Abismo

 

Quando Lúcifer estava caindo do Céu no abismo da escuridão, uma joia caiu de sua fronte, o emblema de sua beleza e perfeição. Foi a esmeralda, a joia considerada pelos alquimistas  como a pedra de Mercúrio, o personagem que pertence à esfera do meio, nos sentidos alquímico e mitológico. Mercúrio é o mensageiro celestial, o intermediário entre os mundos, e o guia das almas mortas (psychopompos) para o Outro Lado. Na Alquimia ele é o emblema do fluxo e transformação – transmutação de matéria e espírito do mais baixo para o mais alto, forma efêmera em sólida. Ele é, portanto, o elo entre o Céu (espírito) e a Terra (matéria). Na visão bíblica de São João: “Aquele que estava assentado era semelhante às pedras de jaspe e sardônio: e ao redor do trono havia um arco-íris, à vista semelhante a uma esmeralda” (Apocalipse 4:3). O arco-íris é um símbolo popular de uma ponte entre mundos (ex.: o Bifröst Nórdico). A esmeralda que caiu da fronte de Lúcifer é também o elo entre o Céu e a Terra, ela representa a perda do monopólio da imortalidade que até aquele momento tinha sido reservado somente para a trindade divina. De acordo com a lenda, a partir desta joia os anjos entalharam o Graal e quando ele foi preenchido com o sangue de Cristo, os portões do Céu, que foram trancados após a queda de Lúcifer, agora abriram novamente. A esmeralda também se assemelha a pérola da fronte de Shiva que no simbolismo Hindu representa o terceiro olho e está relacionado ao conceito de infinito.

A esmeralda também é a joia que os antigos Romanos associaram com o planeta Vênus. Como nós já dissemos, Vênus está relacionado a Lúcifer em muitos aspectos mitológicos. Era considerado o planeta representando vida e luz, assim como escuridão e morte. Ele foi chamado de a Estrela da Manhã e a Estrela da Noite. Os antigos romanos acreditavam que ele anunciava a morte e o renascimento. No México era temido como uma estrela da destruição. Jacobe Boehme, o famoso místico, o identificou com a Luz Divina do Criador.

A busca pelo Graal significa a peregrinação pelos diversos caminhos espirituais a fim de encontrar a luz interna e o poder oculto que constitui a base de toda a realidade. Ela é ilustrada pelo princípio alquímico V.I.T.R.I.O.L (Visita Interiora Terrae Rectificando Invenies Occultum Lapidem), e a joia que representa a coroa do caminho espiritual é a esmeralda ou o diamante – o emblema da perfeição e luz que brilha mesmo no mais remotos recessos do abismo.

 

A Estrela Guia no Caminho para a Divindade

 

No Caminho Draconiano Lúcifer faz aparição pelo menos várias vezes. Pela primeira vez as energias Luciferianas podem ser experienciadas integralmente no nível de A’arab Zaraq, a quarta qlipha (contando a partir de Malkuth / Lilith) na Árvore da Noite Cabalística. É o nível planetário conectado com as energias planetárias de Vênus. Na brilhante Árvore da Vida a contraparte de A’arab Zaraq é a sephira Netzach que tem correspondência com a forma brilhante da Deusa. Sua imagem sombria é Vênus Illegitima, a deusa da perversão. Ela representa o amor estéril no plano material que, todavia, dá frutos nos níveis mais altos. Através dela o adepto é renascido como seu próprio filho e se torna um com o Daimon, o eu superior. A Vênus Negra é a mãe do Daimon, o princípio que pertence ao próximo nível da Árvore cósmica – a qlipha Thagirion.

A’arab Zaraq é a esfera do lado sombrio dos sentimentos e emoções que surgem à luz da consciência e manifestas na forma de expressão criativa. Por isso essa qlipha é associada com arte e música. Aqui nós experienciamos a liberdade Luciferiana, que é a libertação das
estruturas e limites que restringem a consciência. Ela é a rebelião contra a realidade circundante – cheia de paixão e energia criativa. Na demonosofia de Rudolf Steiner, Lúcifer é o irmão de Cristo, aquele que rejeitou os planos de Deus de salvação do mundo e ousou propor o seu próprio. Ele incorpora o sonho eterno de auto-divinização, o caminho do progresso espiritual individual e a busca da perfeição. Ele é o patrono das artes, especialmente as enlevadas, das emoções, imaginação e criatividade:

“A perspectiva Luciferiana é baseada em idealismo, espiritualidade é incomparavelmente mais importante do que a existência no mundo material… A meta da iniciação Luciférica é Liberdade sem limites, que é possível alcançar somente quando se transcende sua natureza humana e se torna um deus. Libertação dos limites impostos pelo mundo material e dogmas que restringem o ego, nos dá uma possibilidade de criação ilimitada. A iniciação Luciférica é próxima do Caminho da Mão Esquerda mágico.”2

Enquanto nos colocamos em uma missão na busca pela joia Luciferiana, nós gradualmente passamos através de sucessivos níveis de despertar da consciência, até o nível de Satariel (Binah) nós experimentamos a abertura do “Olho de Lúcifer”. A serpente Kundalini desdobra suas asas e se torna o Dragão. Então abre o olho que vê o invisível. Este processo começa no primeiro passo do Caminho Draconiano quando o adepto entra no portal pelo “ventre de Lilith” – a primeira qlipha na Árvore da Noite Cabalística. Ela inclui onze níveis qliphóticos e nove estágios. Eles representam nove noites e nove mundos na iniciação mitológica de Odin. É por isso que o Olho de Lúcifer é chamado também de o Olho de Odin assim como ele é o símbolo da conclusão de certo estágio no processo iniciático. A iniciação Draconiana é baseada em nove fases de despertamento da “visão clara” (da palavra Grega “Drakon” – ver), e também inclui o ponto de partida e a meta à qual o processo inteiro conduz. Juntos, constituem onze níveis. O ponto de partida é o mundo da ilusão em que nós vivemos. Quando nos tornamos conscientes do mundo existente além da realidade percebida, nossa consciência se volta para o “Outro Lado”, ou “o Lado Esquerdo”. Uma fenda no véu da ilusão se abre e através dela nós podemos entrar em na realidade alternativa. Assim nós passamos através do portal de Lilith e começamos a jornada iniciática no mundo da Escuridão. Gradualmente o Olho de Lúcifer se abre em nossa consciência e sua luz brilha como uma tocha na escuridão do abismo até ele estar completamente aberto no nível de Satariel (8.0.) e arder com a luz da Divindade no nível de Ghagiel (9.0.)

 

Gnose Satânica

 

Na discussão do papel de Lúcifer nós não podemos esquecer-nos da sua função na tradição ocidental de magia negra e Satanismo. Grimórios que apareceram nos últimos séculos associaram-no com muitos atributos e qualidades. No Grimorium Verum Lúcifer é um dos três principais governantes do mundo, os outros dois sendo Beelzebub e Astaroth. Ele governa Europa e Ásia, junto com seus dois demônios serventes: Satanachia e Agalierap. Neste grimório ele é descrito como um belo jovem que se torna vermelho quando zangado ou furioso.De acordo com o Dicitionaire Infernal por Collin de Plancy, Lúcifer é o rei do Inferno. Ele tem o rosto de uma bela criança jovem, que muda para monstruosa e inflamada quando ele está zangado. No Grimoire of Honorius do século 16, ele também é o Imperador Infernal. O texto contém o conselho para invoca-lo nas Segundas-Feiras. Entre três e quatro horas ou entre onze e doze. O operador tem de sacrificar um rato em um ritual, caso
contrário a operação falhará.

Em outros textos ele é às vezes identificado com Satã ou superior a ele na hierarquia infernal. Ele é também identificado com Lucifuge Rofocale, o que, entretanto, é uma atribuição incorreta porque “Lúcifer” significa “o Portador da Luz”, enquanto “Lucifuge” é “o que evita a Luz”, e essas duas figuras são completamente diferentes em demonologia. Nos textos sobre bruxaria nós podemos encontrar narrativas de que Lúcifer muitas vezes acompanha as bruxas em seu voo para o Sabbat. Às vezes ele as puxa de suas vassouras e lhes dá uma carona em seus ombros. Lúcifer é descrito lá como uma figura cinzenta com braços azuis e calções vermelhos decorados com fitas.

Na demonologia tradicional Lúcifer governa o elemento ar e a direção leste, junto com três outros reis infernais que dirigem os outros elementos e direções: Leviathan (água, oeste), Belial (terra, norte), e Satan (fogo, sul). Na Tradição Faustiana ele é o governante chefe do Inferno. É com ele que Fausto entra em pacto, enquanto Mephistopheles é o mediador e executor de suas ordens.

 

Uma Palavra de Conclusão

 

Acredita-se que Lúcifer é o principal personagem do poema épico “Paraíso Perdido” de Milton, apesar de que no texto ele é chamado de Satã. Mas a palavra “Satã” significa “Adversário”, “o Oponente”. E o Satã de Milton é o opositor de Deus realmente. Contudo, sua imagem está longe de um estereótipo de um demônio sombrio e astuto, como ele é descrito pela tradição Cristã contemporânea. Em vez disso ele é o anjo que traz a luz, que ousa desafiar Deus e deixar o Céu a fim de criar seu próprio reino no abismo da escuridão. Ao mesmo tempo, entretanto, ele não perdeu sua beleza, esplendor ou orgulho. Ele é o Adversário, o rebelde que rejeita a obediência a Deus, o orgulhoso governante e príncipe das
trevas. Ele representa o princípio da “contradição”, tão essencial na continuidade da existência do mundo e da harmonia cósmica.

No Caminho da Mão Esquerda, ele incorpora a busca da própria divindade. Ele não está satisfeito com o espaço limitado e a função a que Deus atribuiu a ele. Através de sua queda ele se tornou o emblema da vontade livre e forte que prova que se pode existir sem Deus e a luz divina, e que se pode tornar seu próprio criador e moldar seu próprio mundo nas profundezas do abismo, onde reside o potencial infinito da criação. Lúcifer inspira aqueles cuja vontade é forte o suficiente para seguir seus passos e caminhar no Caminho da Mão Esquerda; aqueles que gostam de acreditar que “É melhor reinar no Inferno do que servir no Céu”.

Texto escrito por: Asenath Mason (Extraído de “The Sinister Path, Vol 1”, Magan Publications, 2011)

traduzido por :Robert Pereira

 

A arte da guerra

Não forje trabalhos de arte, mas espadas de

morte, pois ai está a grande arte. – Conrad Robury

Atazoth

 

Um adepto das Vias Sinistras deveria criar guerras? A resposta é sim. Os adeptos das Vias Sinistras devem guerrear diariamente ate a morte. Primeiramente eles devem guerrear contra si mesmo, só assim o caos será instaurado dentro de si mesmo, só assim o Nexion que o liga as energias caóticas será aberto. Segundo devemos guerrear com pessoas como a gente sejam eles praticantes das vias sinistras ou não, esta guerra são os debates que fazem as duas partes evoluírem. Atualmente vejo muita gente falando que não se devem debater as vias sinistras, isso é um erro, se aceitarmos as coisas sem um debate e um dialogo com pessoas como a gente acabaremos sendo simples ovelhas como acontece em religiões aonde os praticantes aceitam tudo sem questionar.

E terceiro os adeptos das Vias Sinistras devem guerrear contra as religiões e governos castradores que espalham a ignorância, miséria e põem em risco nossa liberdade de escolhas, nossa vida e nossa evolução.

Os adeptos das Vias Sinistras não devem temer a guerra e a violência gerada pela mesma, o verdadeiro Ser Sinistro deve esta disposto a sangra, a destruir todas as coisas que atrapalham a nossa evolução. A guerra não é fácil é dolorosa, até porque nem sempre se pode vencer a batalha, o que é fundamental na destruição do ego que de nada serve.

Um Ser Sinistro deve esta certo dos seus ideais, mas deve saber a hora de jogar fora as idéias que não mais lhe serve e só tem um jeito de fazer isso. Guerreando contra si mesmo e contra os outros.

Lembre-se as armas mentais assim como as espadas devem esta muito bem afiada assim como as técnicas de combate devem ser estudadas e praticas para se vencer essas batalhas diárias.

 

Agios Atazoth

Ga Wath Am

 

Mantra dos Amantes

Em meio à alquimia interna
Amor e caos surgiram como se fosse musica.
Tomei a vodka como se fosse a ultima!
Pensei em ti com irmã, amante e amiga,
Beijei tua foto como se fosse à única.
O sentimental e o racional já não eram únicos.
A mente racionalizava enquanto andava perdida nas duvidas,
Os sentimentos eram de alegria boba e tristeza inútil.
Amante que ama sem saber,
Canta mantra a amante a dizer,
Te amo e nem sei como de dizer