entrevista a Sorath/Adimiron ben Theli” Parte 1

SS: Qual o significado do seu nome na arte e por que você o usa?

Inicialmente, apenas gostaria de salientar que um “Nome na Arte” é algo levado um tanto a sério, pois carrega muito sobre si e sobre seu próprio poder. Os nomes que uso (e os nomes que já usei) são pseudônimos. O que pode ser visto são alguns autores que revelam seus Nomes em obras importantes e, mesmo assim, o apresentado muitas vezes não é o nome completo, mas parte do mesmo.

O pseudônimo “Sorath” (com o qual posto no blog), é nada mais do que uma homenagem e referência ao planeta de maior influência de meu mapa natal, bem como sua numeração na Gematria, o tão famoso “666”, que somado de forma simples, da o número “9”. “Adimiron ben Theli” é o nome que uso para escrever outras coisas e diz respeito a parte de minha própria natureza: “Adimiron” como sendo sobre os aspectos obscuros de meu próprio signo (Touro) e, consequentemente, de mim mesmo; “Ben” sendo simplesmente “filho de” e “Theli” sendo uma homenagem ao “Caminho do Dragão”, que além de ser uma analogia com meu próprio Caminho que já fazia ha anos, ainda serve como referência a Ordem e ao Templo de Caminho Draconiano, dos quais você possui conhecimento.

Meu “Nome na Arte”, de forma completa, não é de domínio público.

 

 

SS: Como você poderia definir a si mesmo?

É uma pergunta um tanto complicada. Acredito que definições limitam as coisas, mas algumas delas são baseadas em valores que costumamos guardar com mais facilidade ou em atributos que marcam nossas memórias mais facilmente.

Poderia dizer que sou uma pessoa complicada ao mesmo tempo em que poderia ser considerado simples. Acredito que dependa de quem está observando.

Caso fosse usar uma definição mais abrangente, poderia dizer que sou um buscador; ou ainda uma pessoa de opiniões e natureza ambígua. “Sobrevivente” ou “resiliente” poderia ser uma delas e há quem diga que a palavra “forte” também se enquadraria. Já ouvi algumas vezes que sou “Sábio”, mas se já fosse, não haveria motivo pela “eterna busca”. Prefiro pensar que pode ser um pouco de tudo e que eu gosto de entender como as coisas funcionam.

Toda essa escrita para dizer que não poderia me definir (risos).

 


SS: Quando e como começou sua Jornada dentro da Bruxaria?

Complicado dizer qual foi meu primeiro contato com magia ou ritualística, visto que desde pequeno parte da minha família praticava algo próximo a Umbanda e desde sempre estávamos envolvidos. Por muitos anos realizávamos alguns rituais na casa onde eu morava e eu era a criança mais velha, o primogênito daquela geração. Além disso sempre gostei de ir a lugares que eram ditos assombrados ou que se havia visto assombrações ou aquelas lendas urbanas de fantasma de “noivas” e monstros. Pouco antes da adolescência eu era bem interessado em magia e em espíritos e minha família sempre quis que eu fosse “Médium Kardecista”, alegando que eu seria muito famoso. Porém, nada daquilo era realmente o que me tocava, pois não sei exatamente o motivo, mas eu acreditava em Deuses e seres diferentes e “não humanos” e achava que meus sonhos sempre me levavam a “outro reino”. Que os animais, as árvores, as plantas e as rochas possuíam espíritos e muitos deles eram poderosos e antigos, como os ventos, que sempre acreditei que fossem criaturas. Para desgosto da minha família nem mesmo cristão eu me tornei e muito menos monoteísta, o que causou uma pressão muito grande na minha adolescência devido ao que eu enxergava e ao que sonhava, sendo vista como “ruim” ou “maligno”.

Depois de passar por vários caminhos e concepções ao longo dos anos, alguns decepcionantes, outros fascinantes, acabei por achar um “norte” quando venci alguns preconceitos próprios e aprendi a entender o Poder de uma forma mais abrangente.

 

SS : Se você pudesse definir seu caminho, como o faria?

Hoje em dia posso defini-lo simplesmente como Bruxaria ou “Arte dos Sábios”. Poderia usar outras alcunhas como “Caminho da Mão Esquerda” ou ainda “Caminho do Meio”.

De acordo com minhas experiências nos últimos anos, tenho percebido alguns padrões, o que me levou a concepção, pouco mais de dois anos atrás, do que tenho chamado de “O Caminho das Nove Direções”.

Caso tenha que usar apenas uma definição, poderia dizer que minha arte seria “A Arte Inominável”, assim como tantas outras.

 


SS: Conte-nos um pouco sobre a Tradição que você pratica ou Via que você segue.

Atualmente, os únicos grupos com os quais possuo ligações são a “Dragon Rouge” com sede na Suécia, o “Temple of Ascending Flame” com sede na Polônia e a CR+C.

O que pratico nem sempre está ligado com esses grupos e Ordens, pois além de escrever boa parte do que pratico e de testar minhas próprias ideias (que acredito virem de inspirações a partir de Daemons e espíritos), ainda há uma boa influencia de um grupo o qual fiz parte por alguns anos e que me abriu portas para mais pesquisas na área de Bruxaria tradicional, fazendo meus estudos, práticas e pesquisas se voltarem para concepções influenciadas por autores como Andrew Chumbley, Michael Howard, Daniel Schulke entre outros.

O que eu pratico é o que eu sempre chamei de bruxaria, embora tenha entendido que a alcunha não é realmente importante, mas o poder que é acessado. Não importa realmente o “título” de algumas coisas, mas sua utilidade e relevância quanto ao que pode produzir na sua própria vida.

O que eu pratico tem se resumido cada vez mais em menos quantidade e mais qualidade, tentando sempre estabelecer contatos e melhorar os que já possuo. Vale mais um ritual simples e bem realizado do que uma cerimônia longa: a maioria precisa de parafernálias infindas e cerimônias demoradas para chamar um demônio, alguns apenas chamam pelo seu nome da forma correta e já tem um aliado ao seu dispor. A diferença de um para o outro é a praticidade e poder.

 

SS: Você usa paramentos mágicos? Por que?

 

Depende. Acredito que muitas de nossas posses são importantes pela história e poder acumulados, como uma espécie de “bateria” ou ainda do despertar de um “espírito” em um objeto ritual. Possuo algumas coisas que carrego há muitos anos, outros por poucos anos e coisas novas sempre surgem no seu dia-a-dia. Mas se estivermos falando em roupões mágicos, anéis e círculos extremamente ornamentados, então não uso.

Os “paramentos” devem ser ferramentas para auxílio, nunca uma necessidade ou dependência. A partir do momento em que você não é capaz de lidar com alguma coisa por falta de um “paramento”, isso começa a ter um efeito contrário e cria-se uma dependência.

Muitos não se atrevem a chamar alguma entidade sem uma arma por perto ou um anel de proteção, mas no final, estão com medo da entidade e objeto algum irá garantir sua segurança, principalmente no dia-a-dia, quando você não poderá ir para o trabalho com uma espada ritual, um robe com símbolos de proteção e um cajado ou bastão: quem mexe com Magia deve saber se virar a qualquer momento e não somente quando estiver na segurança de sua casa.

Eu faço uso dos objetos que acredito e sinto que absorveram meu próprio poder e/ou poderes específicos e/ou gerais. Não há uma regra a se seguir, apenas que prefiro que outros não vejam ou toquem nesses objetos, a não ser que eu ache conveniente.

 

SS: Qual a diferença entre Bruxaria, Feitiçaria e Magia para você?

Como vamos cair em definições, posso tentar resumir umas visões sobre bruxaria e feitiçaria que possuo: basicamente a Bruxaria vem de sangue e não tem a ver se seus ancestrais recentes são de alguma religião sem magia; o feiticeiro aprende a Arte de alguém ou praticando-a e Magia é qualquer ato de causar mudanças. Até aí são coisas vazias e sem explicações profundas: simples concepções de quem necessita de uma definição. A coisa começa a complicar quando entramos na etimologia, ainda mais quando vai para o francês, onde “sorcière” é “bruxa” do mesmo jeito, não existindo significado diferente. Tirando as besteiras convenientes dos bruxinhos modernos em tentar dizer que a jovem religião “wicca” É A BRUXARIA em si, a etimologia é extremamente complicada e confusa, uma vez que inúmeros povos tiveram suas bruxas e nada era visto com bons olhos: não é culpa dos cristãos que bruxas/feiticeiros sejam vistos com maus olhos, pois historicamente, antes dos cristãos, isso já era algo comum em inúmeros povos, incluindo os tão famosos gregos, mas acredito que estou me distanciando da pergunta.

Agora, como a pergunta foi sobre o que eu realmente penso, a resposta segue muito mais simples, advinda de estudos e principalmente de experiências muito mais complexas: Não diferencio como um todo Bruxaria, Feitiçaria e Magia. O que muda é a alcunha para o uso dos Poderes disponíveis em nosso mundo e em outros. Agora, eu sei que existem pessoas que nascem com dons e acredito que bruxaria necessita de vocação, não sendo “um caminho para todos”, me deixando sem entender quando vejo alguém dizer “bruxo de coração” para alguém que não possui nenhuma sensibilidade para com a Arte. Como um ofício e também uma Arte, não é aberta a todos e muito menos acessível a qualquer um, pois muitos podem achar fascinante, mas não possuir talento algum.

 

 

SS: Qual a diferença entre sacerdote, bruxo e feiticeiro para você?

Como dito acima, não diferencio como um todo um bruxo de um feiticeiro, embora eu veja a bruxaria mais como Arte e ofício, englobando ideias de transformação e um Caminho que pode até ser mais complexo para o Caminho do Centro. Porém, vale ressaltar que a Arte de outras pessoas que nem mesmo se encaixariam em tais rótulos, como benzedeiras, parteiras, curandeiras e envenenadoras, eu pessoalmente poderia achar que cada uma dessas pessoas fossem bruxas, porém, seria mais claro dizer que cada qual possui a sua “Arte”.

Agora, um sacerdote é alguém ligado a uma religião específica, como um padre, que bem ou mal dedica anos de sua vida estudando e praticando antes de ser ordenado. Se estivermos falando de sacerdotes de Deuses Pagãos, então deveriam ao menos estar ligados a algum Templo em específico: um Sacerdote não é alguém que simplesmente “cultua” ou “presta homenagens” a algum Deus, mas sim, alguém que faz parte hierarquicamente de um corpo sacerdotal de uma Religião. Portanto, Sacerdotes pagãos no nosso país são raros, pois necessitaríamos de um templo ou culto estruturado onde essa pessoa poderia ser “ordenada” como um Sacerdote através de inúmeros ensinamentos e até mesmo testes.

Infelizmente, nos dias atuais, tudo é muito supérfluo e insípido: as pessoas querem ser sacerdotes, mas não querem as obrigações, como por exemplo, as sacerdotisas de Afrodite que exerciam a prostituição sagrada com meros visitantes do Templo em troca de doações; ou as Mênades (embora não fossem necessariamente Sacerdotisas), as Vestais e etc… ao invés disso as pessoas oferecem incensos, velas, mantém uma imagem num Altar e se dizem (se autoproclamam) Sacerdotes. Imagina esses “Sacerdotes” conduzindo rituais para outras pessoas ou até mesmo ajudando a guiar a vida de alguém em nome de algum dos Deuses.

 

SS: O que você pensa sobre a Bruxaria hoje no Brasil?

Da mesma forma em que sempre foi. Na realidade, se repararmos bem, nada realmente mudou quanto o que que as pessoas acham. Temos a mania de achar que “antigamente” as coisas eram melhores e que “hoje em dia” elas pioram. A diferença é que a Bruxaria continua a ser praticada na marginalidade. Digo a Bruxaria de verdade e não o teatro de gente colorida que precisa fantasiar ao máximo sem possuir poder real. A Bruxaria sempre foi algo marginal, ou seja, a margem da sociedade. Isso não quer dizer ruim, mas sim, que além de incompreendida é algo temido e respeitado. Não é uma igreja onde todos são bem vindos e a maioria não possui estômago para andar o Caminho, seja qual for.  

A diferença é que existe um teatro em torno de ideias de bruxaria a partir do neopaganismo que explodiu décadas atrás com a invenção da wicca por Gerald Gardner; mas aqueles que realmente andam o Caminho, estão da mesma forma do que antes e fazendo o que sempre fizeram.

 

SS: O que você entende por Tradição de Bruxaria, como se forma e qual a sua função?

Tradição é algo repetido por gerações ou por grupos de pessoas e que acaba por ser herdado. Como um almoço de família aos domingos, por exemplo, que é realizado ‘tradicionalmente’ aos domingos e o costume passa aos filhos: isso é uma tradição.

No caso de Bruxaria, a coisa parte do mesmo princípio, pois existe uma forma de um grupo ou pessoa específica de trabalhar; aquilo da certo e acaba sendo passado a outra geração, que aprendeu e passa para outra: isso seria uma tradição. A função de uma tradição como essas é garantir a passagem de poder e/ou o acesso a certos poderes e chaves. Se eu descubro uma forma de se trabalhar, pautada, é claro, em outros costumes e experiências pessoais e passo isso adiante, caso funcione com o próximo, ele terá algo passado por uma geração acima. Assim que ele passar adiante estaria formando uma tradição. Mas não é bom confundirmos com Bruxaria Tradicional, como a Cultus Sabbati ou o Clã de Tubal Caim, pois além de possuírem diversas tradições, eles são o que chamamos de “Clã” ou “Família bruxa”. Passar uma tradição adiante não significa que você é um Bruxo tradicional, mas sim, que além de bruxo, você detém alguns conhecimentos e práticas tradicionais de algum meio, como por exemplo, de sua família, o que pode ser desde algo relacionado a magia como a forma que você faz o seu café ou como dito anteriormente, como e quando você reúne a sua família para jantar nos domingos.

Não se ‘inventa’ uma tradição: ela surge e ela surge com o tempo. Assim como também surge um clã ou família bruxa, seja em seio familiar ou de pessoas escolhidas a dedo: seja como for, na bruxaria, nunca vi caminho algum que estivesse aberto para qualquer um, mas sim, de pessoas escolhidas a dedo para ter a responsabilidade de receber algum ensinamento tradicional e de não somente mantê-lo, mas quem sabe, passa-lo adiante.

Além disso, as vantagens de se ter conhecimentos tradicionais (relacionados a magia) é a de manter acessos e chaves a certos poderes, sem dizer na possibilidade de se ter espíritos e entidades alimentados por gerações, mantendo-se fiéis aos pertencentes das mesmas, sem falar no culto aos ancestrais, o que normalmente é muito bem vindo.

 

SS: Fale-nos um pouquinho sobre o Blog A Nona Direção.

Durante muitos anos eu realizei minha Caminhada sem expor minhas coisas publicamente. Sempre gostei de escrever, sejam histórias, poesias, rituais, ideias… e de um tempo pra cá decidi fazer o blog para escrever coisas que estivessem relacionadas com o que acredito e pratico.

O Nome do Blog tem a ver com parte do meu Caminho: uma analogia com as oito direções sagradas do espaço com uma direção oculta, onde jaz a Sabedoria e a loucura, o que costumo nomear de “A Chama das Eras”, “onde brilha o fogo entre os chifres sagrados de Azazel”. Que deve fazer sentido apenas para algumas poucas pessoas, mas não tanto quanto para mim.

Pretendo começar a traduzir para o inglês alguns textos e ensaios e possuo uma ideia de fazer uma pequena contribuição para o português com algo de minhas crenças e práticas, além de futuramente tentar organizar e trazer outras coisas em português sobre assuntos adjacentes.

O blog tem se tornado um passatempo relevante e um bom exercício para expressar algumas ideias e pela minha surpresa possui um bom numero de leitores e visitas e, no geral, tem tido uma boa aceitação.

Ainda mantenho certa discrição com minha imagem e com a imagem da minha família, sendo poucas as pessoas que sabem, por exemplo, o meu nome. Menos ainda as que me conhecem: prefiro manter o “autor” sem rosto e sem nome, deixando que as publicações se mantenham sozinhas, pelo que está escrito e não pela imagem de quem escreve. A “propaganda” é apenas do blog em si e não do autor em especial, mesmo que nesta entrevista eu esteja falando um pouco mais do que é exposto sobre minha pessoa.

 

 

Aradia – O Evangelho das Bruxas


Descrição da Editora – Evangelho das Bruxas, Charles Godfrey Leland nos presenteia com o que podemos chamar de capítulo inicial de uma coletânea de cerimônias, feitiços e encantamentos. Nele, o autor traz a história de Aradia, bruxa enviada à Terra para propagar os ensinamentos da Bruxaria. No decorrer do livro, também são descritos os encantamentos, conjurações e invocações, no original em italiano, ensinados por sua mãe Diana, deusa das bruxas. Leland foi uma figura marcante para a história da Bruxaria. Poucos dias após o seu nascimento, uma velha ama holandesa levou-o ao sótão de sua casa e realizou um ritual. Ela colocou seu seio sobre uma Bíblia, uma chave e uma faca e, então, pôs velas acesas, dinheiro e um prato com sal sobre a cabeça. O propósito do rito era que o menino vencesse na vida e tivesse sorte para ser um escolástico e um sábio. Quando ainda criança, foi presenteado com histórias e contos de fantasmas, bruxas e fadas, o que o deixou fascinado pelo folclore e pela magia. Sua família vivia em uma casa que possuía empregados e, com um deles – uma imigrante holandesa -, ele aprendeu a respeito de fadas, e com outro – uma negra que trabalhava na cozinha -, acerca de vodu. Mudando-se para a Inglaterra, Leland deu início aos seus estudos a respeito dos ciganos ingleses, pois era particularmente interessado no folclore deles. Com o decorrer do tempo, ganhou a confiança do Rei dos Ciganos na Inglaterra, Matty Cooper, com quem aprendeu a falar o romani, a língua dos ciganos, embora isso tenha ocorrido muitos anos antes de o povo cigano tê-lo aceito como um deles. Durante esse período, escreveu seus dois livros clássicos a respeito dos ciganos, sendo um deles Bruxaria Cigana, lançado no Brasil pela Madras Editora, e estabeleceu-se como a autoridade máxima nesse assunto. O leitor certamente irá se encantar com a bela história narrada em Aradia: O Evangelho das Bruxas. Boa leitura!

Sabedoria Subversiva – Este é um Livro recomendado para qualquer estudante de bruxaria e feitiçaria. Apesar de não ser um livro com grande quantidades de paginas ele acaba ensinando nas entre linhas as chaves para a evocação de qualquer deus, sem falar que é um livro magnifico sobre a bruxaria Stregheria.

nove Baphomet no rank da SS

Os códigos draconianos

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I  – Seja um ser racional, mas nunca negue o seu lado animal .

II – Busque o conhecimento acima de tudo.

III – Já mais cultive medo e ignorância, pois esses são os venenos da alma.

IV – Destrua suas fraquezas, pois só assim você será forte e grandioso.

V – Seja como  ouroboros se destruindo para se reconstruir,pois só assim você transforma chumbo em ouro

VI – Sempre seja honrada e leal aos seus.

VII – Veja o mundo sempre com olho de um dragão sabendo que você pode e deve muda-lo constantemente conforme sua vontade, pois só assim sua vida será um grande ato magicko.

VIII – Transforme seu espírito em um pilar de fogo negro, alimentando sua chama negra com o enxofre infernal, pois assim você se ascendera ate os céus infinitos.

X – Lembres se que dentro de você esta a essência dos Deuses negros e no seu sangue esta a herança dos dragões primais

XI – Desperte os seus poderes, aguce seus sentidos, deixe seus chifres crescer, afie suas unhas e dentes, voe pelo abismo, seja um dragão, pois assim você se tornara um Deus draconiano.

 

 

Trabalhos com a Deusa Arachne

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O Temple of Ascending Flame (Templo da Chama Ascendente) tem o prazer de anunciar nosso novo projeto aberto: “Deusa Aranha das Qliphoth”. Ele é centrado em Arachne, sua Corrente Ofidiana e seu papel na magia auto-iniciática do Vazio. O projeto contém 6 trabalhos que devem ser realizados individualmente em 6 dias consecutivos, à qualquer hora da noitinha/noite. Eles foram projetados para sintonizar a consciência do participante com a Corrente Aracnídea do Vazio assumindo a forma-deus de Arachne – a Fiandeira da Teia que conecta todas as manifestações do Vazio, conectando a Árvore da Vida e a Árvore da Morte. O primeiro trabalho abre os portais para as energias da Deusa adentrarem na sua consciência, permitindo que você assuma a forma aracnídea e coloque a si mesmo no centroda teia. Os quatro dias seguintes são dedicados à auto-reflexão e análise do seu caminho pessoal através da meditação sobre os Quatro Axiomas Mágicos, conhecidos também como os Quatro Poderes da Esfinge, e suas contrapartes sombrias. O último ritual combina o trabalho dos quatro dias anteriores em uma poderosa evocação à Corrente Aracnídea. O propósito do projeto é introduzir o praticante à gnose de Arachne, a Deusa Aranha do Vazio, através dos conceitos de Veneno Ofidiano e Consciência Aracnídea, que são utilizados neste trabalho como ferramentas auto-iniciáticas na magia do Caminho da Mão Esquerda.

O projeto inicia no dia 18 e termina no dia 23 de Abril. Não há restrições na participação – o projeto é aberto para todo mundo. Como sempre, os materiais são de graça. Nosso desejo é ver a Corrente Draconiana crescer e se disseminar dinâmicamente entre os participantes. Se você está interessado em participar, sinta-se livre para entrar em contato conosco através do endereço info@ascendingflame.com para receber os materiais do projeto. Desta vez eles estão disponíveis nos seguintes idiomas: Inglês, Espanhol, Português Brasileiro, Alemão e Grego.

Sinta-se à vontade para solicitar uma versão de idioma, mas por favor lembre-se de que o idioma de contato para correspondência com o Temple of Ascending Flame é o Inglês!
http://ascendingflame.com/

Os Pilares de Tubalcaim – A Tradição Luciferiana

Resumo da Editora: A sabedoria angelical constitui os ensinamentos da verdadeira magia. Neste livro, será apresentada uma nova e única visão da magia ocidental, a qual se originou e permanece no Cristianismo Esotérico, no Gnosticismo, no Hermeticismo, na Alquimia, na Magia Medieval, na Cabala, no Tarô, nos mitos do Graal, nas Lendas Arthurianas, na Maçonaria, no Rosacrucianismo e na Bruxaria Tradicional.
Por meio de uma ampla variedade de fontes, os autores fazem um panorama exclusivo da magia e do ocultismo ocidentais. Esta obra reúne também uma coleção de fatos e tradições enigmáticas que esclarecem sobre várias personalidades da Bíblia judaico-cristã, cujas significâncias e identidades reais nos têm sido escondidas por séculos. Este livro mostra que a civilização moderna não é produto de um fenômeno cultural aleatório, pois seu desenvolvimento vem sendo guiado e influenciado pelas inteligências celestiais que primeiro fizeram contato com os humanos na Pré-História.
Esta é uma obra pioneira que trata exclusivamente da gnose luciferiana e da magia angelical que mostra os ‘segredos’ reais dentro da tradição da magia ocidental, fornecendo uma base importante e indispensável para o leitor aprofundar-se no reino divino dos anjos.

Resumo da SS: Esse livro foi uma verdadeira decepção para mim como leitor! Ele esta cheio de erros mitológicos, os autores trocam nome de divindades, esquece/ignora outros deuses para poder mostra sua visão, muita filosofia barata… Bom eu achei ele ainda por cima muito massante sem conseguir chamar minha atenção. Eu realmente quase não termino de ler, simplesmente angustiante no pior sentido da palavra.

Mas, ainda sim tem poucas coisas validas para o iniciante cauteloso que sabe filtra e ler entre as linhas tem um pouco de magia seria nesse livro!
Bom pelo menos o autor não veio com bichinhos de plastico ne!!!!

Avaliação do blog Sabedoria Subversiva: 4 baphomethezinhos

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte VII)

Atrás do Portal do Pôr do Sol.

Parte 1

 

O templo em que eu descobri, estava construído em estilo clássico simples, espaçoso e majestoso. A princípio pareceu-me em tons de branco, mas depois, em torno de mais cinzento e empoeirado. Parecia velho e poderoso. De repente, uma sacerdotisa vestida com uma túnica negra apareceu diante dos meus olhos. A comunicação entre nós foi inteiramente mentalmente. A princípio, ela me apresentou à geometria das estrelas. Ao olhar para as estrelas, você pode ver linhas entre eles, formando monstruosas formas (em suas maiorias répteis, mas não exclusivamente) bestiais. Eu senti que o templo é um lugar para a comunicação estelar, criado as redes das correntes astrais, comunicando e transformando o poder. Logo o ritual começo. A sacerdotisa começou a desenhar sete estrelas no ar, de alguma forma, eu podia sentir o espaço sem-teto acima do templo começar a tomar forma de lupa de escuridão. Ela começou a cantar, e lentamente se constrói a atmosfera. Tornava-se cada vez mais intensa. O canto era cada vez mais forte, bem central e parecia um rugido, tão forte que eu podia sentir fisicamente. O sinal central pintado no altar começou a se formar em um vórtice. Uma corda de luz começou a dançar entre os sete raios do símbolo de uma maneira inimaginável e de modo gemantrico. Extremamente poderoso. Uma maneira bestial o vórtice começou a ver. Extremamente caótico. Originalmente brutal e poderoso. Quando se formou, a sacerdotisa gesticulou, me convidando para o turbilhão. Começou minha viagem. Passei por mundos diferentes e vi galáxias estranhas, vendo espantosas criaturas estelares, ou melhor, vendo suas fotos nas estrelas. Era como se eles estivessem me chamando em ritual de algum planeta primitivo. A viagem em si foi tão rápido e intenso quanto doloroso.

Na minha segunda visita, eu me concentrei mais na arquitetura e geometria do templo e buscar mais contato com a sacerdotisa. Através da comunicação com ela, descobri que o número sete é muito significativo, tanto no sentido simbólico como literal. Ele foi relacionado com o sistema solar, como um símbolo de todo de ciclo completo, bem como o número que tem conotações com o conceito da manifestação de energia, por exemplo, na Cabala, o Tarot e por aí vai …

O templo em si é construído em seis colunas, sob a forma de um olho, mas o sétimo é uma forma de energia que é canalizada através do altar. O altar também se assemelha a um olho, e o sinal do altar é como a pupila de um olho (Figura 4). O templo é como uma parte das correntes das torres de vigia. Sua finalidade é conduzir, transformar, enviar e receber correntes astrais. Ela também serve como uma ferramenta de comunicação e às vezes é possível transportar pessoas ou suas mentes a mundos diferentes. Em seguida, a sacerdotisa me mostrou alguma modo como tinha sido feito. Ela abriu o portão e mentalmente enviar um sinal geométrico complicado o céu noturno com o poder de sua mente (eu só podia reconhecer o símbolo estranho, parecia um diamante). Em seguida, a energia começou a flutuar no interior do templo. A princípio parecia ser uma coluna de luz pálida. Era muito frio e trouxe sentimentos e pensamentos de morte, mutação e corrupção. Eu finalmente se transformou em um cristal com forma de diamante. Ela me deixou tocar e sentir para absorvida suas qualidades. Surpreendentemente, tive uma visão da escuridão cósmica expandido em todas as direções, consumindo luz, trazendo caos, mudança e destruição.

Outra visão na minha exploração deste lugar era muito fluida e natural. Entrei no templo e começou a cerimônia com a sacerdotisa. Uma das estrelas no céu brilhava muito intensamente e seus raios iam em direção ao templo. Ela começou a cantar, me possui no meio do altar com o sinal. A atmosfera tornou-se cada vez mais e mais intensa. Antes de me enviar a viagem, a sacerdotisa veio ter comigo e disse-me que derramar o meu sangue dentro de um pequeno cristal que permanecer no templo, este ato é a minha âncora e ligar-me a esta corrente De alguma forma, este deveria ser um recipiente – um símbolo do núcleo da minha existência em que se mistura com minha energia astral com a corrente e propagação, transformação conectada a essa rede. A luz estava focada no altar e fui envolvido em sua essência. Comecei minha jornada, uma viagem através das galáxias, olhando para os mundos com luzes estranhas e experiências. Foi tão rápido que eu senti que era um sonho. Era tão fascinante que poderia ter viajado para sempre. De repente, fui atingido e eu senti que eu estava saindo do nada. Diante de mim uma grande figura Antinatural, era uma estrela de sete raios a mesma do começo do ritual. Brilhava como uma luz pálida que emociono o meu coração. Se parecia com forma de um diamante de cristal. Eu também pensei que parecia como um olho. Estava congelado lá, absorvendo a energia …

Imagem 4

Notas:

No Necronomicon Gnosis, as estrelas são muito importantes. É a partir daí que os antigos viam a Terra e trazem o conhecimento dentro da corrente estelar cósmica, com isto se inicia a evolução da consciência humana. Tanto dos Mitos de Cthulhu e sua interpretação esotérica enfatiza a ligação eterna entre a vida humana, a consciência e os ciclos cósmicos. As ondas estelares e as energias planetárias influenciam toda a evolução telúricas e forma os ciclos cósmicos. A consciência humana em consequência inseparável e entrelaçada com os Grandes Antigos, as entidades que representam a infinita gnosis estelar.

A estrela de sete raios é muito significativa. Entre as suas inúmeras interpretações, um representa Vênus, o útero cósmico da Deusa. Ele é chamado de Venus/Babalon/Isis. O selo de Seth ou a Estrela de Sothis. Kenneth Grant escreveu que “O sete Sevekh foi à primeira deusa das Sete Estrelas (A Ursa Maior) da esfera das estrelas e os raios da estrela eram as sete cabeças do dragão das profundezas, que, em seguida, aparece nos mitos cristãos como a Besta do Apocalipse” (retirado do Nightside of Eden). Assim, a visão deste templo estelar pode representar essa conexão cósmica com energias estelares, o verdadeiro conhecimento das estrelas.

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.

 

já começamos o ano bem!

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Bom, a primeira boa noticia é que o Templo de Quimbanda Maioral Beelzebuth e Exu Pantera Negra acaba de lançar um livro com o titulo de Quimbanda o Culto da Chama Vermelha e Preta. Essa produção da Editora Capelobo retrata o Culto e Entendimento segundo a visão do T.Q.M.B.E.P.N.
Um livro de padrão internacional, com capa dura e sobrecapa colorida, com 535 páginas que descrevem mais de 50 Exus e 40 Pombagiras, feitiços, doutrinas e explicações esotéricas sobre esse Culto maravilhoso. Eles já lançaram a pré-venda com um super desconto , aqueles que comprarem nesse período terão 30% de desconto e receberão de presente um Óleo de Consagração e um pingente de tridente que foi consagrado aos pés de Maioral. O preço de mercado será R$140,00 (cento e quarenta Reais), porém, os que comprarem na pré-venda o livro sai por R$ 104,00 (cento e quatro Reais). Não perca a oportunidade de ter em mãos um livro que mudará sua vida, seu entendimento e aprimorará sua forma de cultuar Exu e Pombagira.
Compre pelo site www.laroyestore.com

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Agora em a segunda boa noticia, mas não menos importante é que a editora Coph Nia reabriu as porta. eu adimiro muito o trabalho dessa editora, pois é um trabalho serio, importante e ela ainda tem um ótimo zelo pelas suas publicações, sendo livros bem traduzidos e bem com extremo cuidados com o acabamento do livro em si… E ela já volto com a corda toda. esta para sair um dos livros que eu mais esperei para adquiri, Qabalah Qliphoth e Magia Goetica por Thomas Karlsson. infelizmente o livro ainda não foi lançado, então vocês vão ter que espera um pouco, mas podem aproveitar e compra o Gnose Vodum do David Beth, que também é um ótimo livro.
http://temporario-cophnia.lojaintegrada.com.br/livros

Ass. Henri Calado.’.