entrevista a Sorath/Adimiron ben Theli” Parte 2

SS – Quais são suas influências dentro do ocultismo?

 

Uma pergunta um tanto difícil para conseguir uma objetividade abrangente rs, mas atualmente eu poderia citar alguns Autores os quais tenho lido nos últimos anos, cujas escritas ajudaram e ainda ajudam a entender e a refinar alguns conceitos, dentre os quais posso citar o falecido e sábio Andrew Chumbley, Robert Cochrane, Gema Gary, Michael Howard, Daniel Schulke, Nigel Jackson, Johan August Alm, Martin Duffy, Melusine Draco, Levannah Morgan, Lee Morgan, etc.

Basicamente, giro em torno da Bruxaria Tradicional naquilo que acredito e trago para minhas práticas, porém, claramente acabo andando e buscando em diversas áreas para tornar mais rico e mais pluralista (se poderia usar este termo) minha própria visão de mundo. No final, as influências não são fixas e sempre estaremos adicionando mais grupos e pessoas a nossa lista pessoal.

 

 

 

SS – Como é a vida de um bruxo moderno (risos)?

 

Talvez esse seja um conceito bem relativo de ser observado, no que diz respeito ao que chamamos de “moderno”. De uma forma geral, entendemos que aquilo que chamamos de “moderno” seja mais “prático”, ou ainda “melhor”. Na realidade isso deveria apenas ser entendido como “atual” apenas no sentido de temporalidade, ou seja, nas bruxas e bruxos que temos nos ‘nossos’ dias. Afinal, a próxima geração já terá formas diferentes de se trabalhar, mesmo que alguns deles mantenham as tradições que aprenderem de nós. Isso será o “tempo” deles e nós já seremos “passado” ou até mesmo “velhos” ou “antigos” – se já não formos para os mais jovens (risos).

Eu me sinto bem como um “bruxo moderno” e tento sempre respeitar e não deixar morrer algumas tradições e conhecimentos, mesmo que gerais e sou a favor da preservação de tradições, mesmo que sejam feitas releituras (o que é inevitável e até mesmo natural), mas não deturpações pelas simples limitações morais ou éticas dos praticantes mais novos.

Como vivo minha época, posso dizer que é bom ser um “bruxo moderno” e não iria comparar meu tempo com tempos antigos, pois isso seria inconcebível para quem entende minimamente de História.

Assim como inúmeros bruxos do passado, tenho esposa e filho, o que também influenciou e influencia a cada dia, de forma decisiva, minha própria visão de mundo, realidade e ideias.

 

 

 

SS – Bem, eu observei que em seus ritos e práticas mágickas você mescla elementos heréticos dos hebreus, judeus, cristianismo, gnosticismo; tudo isso fundido aos cultos nórdicos, gregos etc… Como funciona esse grande ato alquímico para um bruxo?

 

Essa parte é criticada por muitos praticantes modernos, principalmente de ‘religiões neopagãs’ que pretendem ensinar “o que é” bruxaria como se fossem donos ou como se possuíssem alguma autoridade que “magicamente” nasceu nos anos 50’s, com a invenção da Wicca por Gardner. Eles não entendem que “Wicca” (por exemplo) é uma Religião que contém e faz uso de elementos de bruxaria, assim como faz, por exemplo, o Candomblé, a Umbanda e o Vodu: são Religiões com elementos e práticas de bruxaria, não a bruxaria em si.

Historicamente (ou seja, não se trata da minha opinião, mas de fatos históricos e antropológicos!), a bruxaria nunca fora uma religião. Nunca houveram Deuses definidos, rituais próprios ou dogmas estabelecidos, como é o caso da religião Wicca. Mas não seria bom me alongar muito para conseguir responder a pergunta sem que isso se transforme em um ensaio rs

Como não possuo “religião” e dogmas a seguir, como a grande maioria dos bruxos durante a história até nossos dias, eu tento identificar Poderes e a trabalhar com eles ao meu favor. Por exemplo, eu posso fazer uma homenagem ao Deus Marte, com treino e suor, lutas ou alguma oferenda que o agrade, fazendo uso de seu ícone como uma forma de me alinhar com esse Deus e poder usar seu poder para meus próprios fins; posso ainda me intoxicar com vinho e ervas venenosas para dançar, cantar, gritar em êxtase num tipo de “desgoverno” para homenagear Baco ou Pan; posso roubar hóstia da igreja ou água benta, para usar para os meus próprios objetivos; assim como me inserir em conceitos Luciferianos ou até mesmo chamar o Diabo numa encruzilhada ou em um campo: isso não me faz romano, helênico, cristão ou satanista. Eu uso elementos das religiões ou grupos existentes afim de acessar seus mistérios e poderes. A ideia da transgressão é inerente a bruxaria e é por tal conceito que usamos alegorias judaico-cristãs, como por exemplo, o mito de Caim. Além disso, historicamente, as bruxas sempre possuíram um entendimento mais abrangente dos poderes, mitos e divindades, do que aqueles que seguiam religiões e obedeciam as autoridades das igrejas ou templos. A bruxa não obedece autoridade alguma, nem mesmo as divindades e, quando envolvidos com Deuses, o bruxo prefere ter boas relações com tais poderes do que submissão. A escolha de seguir determinada divindade é de escolha pessoal, mas isso não deve ser imposto aos outros.

Minha resposta talvez não elucide a questão em si, mas acredito que possa dar uma ideia interessante para aqueles que buscam entender e refletir.

Só devemos lembrar que sínteses de práticas diferentes é possível, mas não comum, como por exemplo associar o Deus Chifrudo ao Diabo, o que é algo natural na bruxaria (sem a visão dos cristãos sobre a Divindade ou ao Diabo), mas tentar invocar Deuses diferentes e sem conexões ao mesmo tempo ou no mesmo rito, como uma Pomba Gira e Hécate, não faria o menor sentido dado a natureza diferente e de seus cultos, os quais não possuem conexão ou alinhamento algum.

Não se trata de “dar” o sentido que você deseja, mas de entender sentidos já existentes ou de identificar possíveis relações. Deve-se ser cuidadoso.

 

 

SS – Você me falou uma vez que a Terra de Vera-Cruz é maravilhosa, pois o que se planta nela dá. Eu particularmente amo minha terra (apesar de odiar as pessoa que nela vivem). Temos uma grande manifestação de culturas criando uma única cultura. Temos os diabos, santos, exus, loas, deuses, anjos e etc. Como é ser um bruxo da terra tupiniquim?

 

Embora tenha seus prós e contras, o Brasil é um grande polo cultural e de inúmeros poderes latentes. Com tantas imigrações e culturas no nosso país, recebemos muitas tradições e poderes, pois quando alguém ‘de fora’ vinha para o Brasil, ele trazia seus credos, seus espíritos, costumes, Deuses…ou seja, ele trazia suas tradições. Chegando aqui, se deparavam em algum nível com tribos indígenas, o que gerava alguma troca ou conhecimento. Não somente isso, imigrantes de diferentes partes do mundo acabavam trocando de forma natural suas tradições e aí temos um grande número de sincretismos culturais.

Para um bruxo, a terra em que pisamos guarda muitos mistérios e poderes, de linhagens variadas de ancestrais de tantos povos. Isso faz de nossa terra uma terra abençoada.

Boa parte da sabedoria popular ou de práticas ‘simpáticas’ populares não possuem aprovação das igrejas para com seus fiés, mas mesmo assim, vemos gente colocando Santo Antônio de ponta cabeça no copo d’água, prometendo “desafogar” o santo quando esse lhe der um marido. Já vi gente que contou que “roubou” a imagem de jesus do colo do santo, prometendo devolver se arranjasse um marido rs Isso nos remete a algumas ideias de bruxaria, se pensarmos bem.

Temos desde o pé-de-coelho, da figa e de elementos populares trazidos de fora, até as lendas nativas do Urutau e das Carrancas brasileiras. 

Eu acho fascinante como nossa cultura se desenvolveu e como muitas pessoas nem mesmo fazem ideias disso.  Para quem consegue se libertar dos grilhões dos preconceitos das religiões vigentes, pode se deparar com um universo muito mais amplo e cheio de possibilidades.

 

 

SS – O que você acha do uso de substancias alucinógenas dentro dos rituais?

Para quem sabe o que está fazendo e possui o conhecimento para tal, acho natural.

As Leis mudam de sociedade para sociedade e de tempos e tempos. A moral em si é mais complicada, pois muda também de grupo para grupo. Nesse quesito muitos condenam uso de substâncias para rituais ou práticas, onde na verdade isso advém de preconceitos da nossa sociedade, nada mais.

Os enteógenos sempre foram utilizados para esses fins e hoje em dia muitos usam para fins recreativos. Ou seja, os “moderninhos” dizem que a natureza é boa e que cuida de nós, mas esquece que há venenos mortais na mesma natureza que lhe da de comer.

“Certo” e “errado” são conceitos da ética; bem e mal da moral. Você já imagina a confusão rs

Eu posso beber socialmente e até a causar um acidente; posso fumar quantos maços de cigarros desejar, mesmo que morra; posso inclusive me viciar em calmantes tarja preta para dormir: afinal, tudo isso é de cunho legal, mas se eu fumasse um cigarro de maconha eu seria estigmatizado como “maconheiro” ou “marginal”.

Você percebe a hipocrisia daqueles que condenam práticas antigas baseando-se somente naquilo que seus pais e/ou a sociedade admite?

É algo para se refletir.

Para os Antigos, muitas substâncias da natureza são presentes dados a nós. São formas de se conectar a ouras realidades. É uma pesquisa interessante a qual recomendo para todos.

 
SS – Você já uso alguma substancia alucinógena em algum ritual? Poderia nós contar como foi à experiência?

 

Sim, já fiz uso e ainda faço uso em certas práticas.

A última experiência que tive, pretendo descrevê-la textualmente em alguma publicação.

Não teria um espaço apropriado para descrever nesta entrevista, mas poderia dizer que feita de forma correta, são experiências inesquecíveis, que lhe trazem certas coisas que nunca mais são esquecidas.

Claro, é recomendável o uso de certas “hóstias” em locais abertos e naturais, possivelmente fora do meio urbano, tentando sempre realizar em locais com natureza.

Ainda reflito sobre o que eu vi e sobre o que senti, pois foi muito revelador e acabou dando mais direções para aquilo que acredito e pratico. Consegui achar o que procurava e ainda consegui achar mais do que pensava.

Resumindo, as experiências com substâncias que alteram a consciência foram todas muito bem vindas.

 

 

 

SS – Você acha que um bruxo tem a obrigação de ser uma criatura subversiva? Isto é, ele deve quebra tabus, criticar e até mesmo usar da magia para destruir o governo, ditaduras, frentes opositoras ao seu progresso e o progresso dos seus amados? O quanto perigoso e subversivo um bruxo pode ser?

 

O bruxo em si já é subversivo, começando pelo uso da palavra “bruxo”, pois mesmo que o indivíduo tente argumentar sobre a etimologia do termo, socialmente, por todas as culturas da história, foi um termo “ruim”. O nome em si hoje em dia permanece sendo subversivo, por mais que os neopagãos tentem tornar o nome “socialmente aceito” em sua empreitada por reconhecimento social.

O bruxo é subversivo por natureza, antes mesmo de entender o termo “bruxaria”. Acredito que já nasça dessa forma, contestando e tendo ideias contrárias ao da maioria da sociedade.

Sim, o bruxo deve quebrar tabus (principalmente os próprios).

A opção de destruir ou lutar contra o governo já se torna um elemento pessoal. Historicamente, o bruxo sempre viveu a margem da sociedade, assim como temido ao mesmo tempo em que era procurado para ajudar com coisas das quais deveriam ser segredos, ou por serem vergonhosos socialmente ou proibidos.

O bruxo pode ser quão subversivo e perigoso quanto desejar ou quanto puder: a melhor coisa da bruxaria é a liberdade e os horizontes que lhe são abertos. O “jogo social” é inevitável e o nível em que o bruxo deseja se envolver é uma escolha pessoal. Ninguém precisa ser revolucionário politicamente, mas mesmo assim, o bruxo tende a ter ideias mais abrangentes e diferentes, bem como saber entender que as leis não são absolutas e que segui-las não tem a ver com certo ou errado, mas com escolhas pessoais: quebrar leis ou tabus quando é necessário faz parte da caminhada.

A última coisa que um bruxo poderia ser, dentre tudo, seria uma ovelha aos moldes cristãos: alguém que segue algo ou alguém cegamente ou que deseje ser “salvo” por alguém ou de alguma forma em que não seja por ele mesmo.

 

 

 

SS – Bem, atualmente estamos passando por tempos de desinformação: falsos sistemas magickos vem corrompendo sistemas primais e usando inadequadamente termos antigos. Podemos citar o neopaganismo, wicca e etc.
Atualmente algo que me incomoda bastante é a wicca, distorcendo e corrompendo as vias draconianas, na qual eles transformam antigas forças primordiais em criaturas fofinhas e amigáveis. Bom, será que você poderia explicar aos nossos leitores um pouco o que são as Vias Draconianas e a Corrente de Atlântida?

 

Isso é algo visto há um bom tempo entre os que seguem ou estudam as Vias Draconianas.
A tendência neopagã de ter tudo de forma politicamente correta e de forçar uma visão aceitável e confortável de poderes primordiais é algo bastante comum, que ninguém realmente leva a sério.
Basicamente ignoramos essas visões fantasiosas no que diz respeito a natureza das coisas, principalmente da imagem do Dragão como uma entidade boa por natureza.  

O Dragão é uma figura feroz, poderosa e primal. A ideia de primal e primordial já jogam por terra a ideia de compaixão e a compreensão para com os humanos.

Para quem conhece a lenda de Tiamat e Kingu, que historicamente pode ser a primeira ou a mais antiga visão existente sobre “Dragão” (pois ainda é incerto se o termo correto nas traduções poderia ser o Dragão que conhecemos), entende que não há muito amor e compreensão nem por parte de Tiamat, nem por parte de seus filhos (os Deuses), muito menos alguma compaixão ou nobreza para com os humanos, que segundo o mito, foram criados apenas para trabalhar para os Deuses, os quais mataram o Deus Kingu e usaram seu sangue para nossa criação.

Não há relato, história ou mito onde o Dragão seja uma criatura amigável e disposta a ajudar os humanos em troca de nada.

Nossa visão sobre o Dragão é da criatura primordial, sendo colocado como os Deuses antes dos Deuses, ou seja, os Deuses primordiais anteriores ás formas humanas, daqueles que seriam chamados de Titãs pelos gregos e de Jötnar pelos nórdicos. São Deuses que não possuem formas humanas em sua origem, mesmo que possam tomar formas humanoides ou humanas para se comunicar. São Deuses do conhecimento, de sentimentos profundos e de instintos.

São símbolos de um Poder que ultrapassa nossos conceitos e nossas limitações.

O Dragão, ao nosso ver, é a Apoteosa da serpente, assim como nossa apoteose seriam os Deuses.

Além da Deusa Tiamat, ainda é feita analogia com conceitos Luciferianos, colocando Lúcifer como “O Grande Dragão”, ou o Dragão da Sabedoria e iluminação. Lembrando das analogias dracônicas que as religiões do livro e e que também existem em outros mitos. Afinal, basta analisar o mito de Typhon, por exemplo, e enxergar como os próprios Deuses olímpicos fugiram de sua terrível ameaça, para só então depois serem capazes de derrota-lo: não há realmente uma figura benéfica e cuidadora, mas sim, um poder que atende a aqueles que são capazes de entende-lo sem virar sua presa.

O Caminho Draconiano é o da auto superação, da iluminação, do auto aperfeiçoamento. Assim como o Dragão é a apoteosa da serpente (e aqui entra inúmeras simbologias e interpretações), assim o é a Divindade para os que trilham o Caminho Draconiano.

Nós somos os Filhos do Dragão.

 

SS – Na sua opinião como as Vias Draconianas poderiam transformar o adepto em um ser melhor?

A Via Draconiana, como muitos dos Caminhos da Mão Esquerda, se dá a partir da vontade do indivíduo em querer ser mais do que ele é. Nesse Caminho, o adepto é induzido a viagens profundas dentro de si mesmo e da descoberta e enfrentamento de fatores interiores que anteriormente são desconhecidos, evitados ou até mesmo suprimidos.

A ideia é sempre ser mais, superando a condição atual de seu ser, não importa em que sentido isso seja interpretado, desde que não se caia em ilusões – o que pode ser um perigo – esperando-se que o adepto destrua as suas próprias ilusões e enxergue com seus próprios olhos a realidade. Além disso, em níveis mais avançados, espera-se que o adepto seja melhor e mais forte com o tempo e que tenha se desenvolvido no Caminho.

Devemos ser melhores do que somos. Não há um exemplo a ser seguido ou um padrão que deva ser preenchido: é o Caminho da Sabedoria e consequentemente do Poder. Quanto mais se avança, maiores ficam as ilusões até um ponto em que ou você se torna sábio ou cai no abismo da loucura.

 

SS – gostaria de agradecer por tira um tempo para esta entrevista, pelas palavras de sabedoria e por compartilhar o seu conhecimento conosco.
Bençãos Negras!
Ho Drakon Ho Megas!

Blog A Nona Direção: https://anonadirecao.wordpress.com/

  

Temple of Ascending Flame

Saudações a todos!

Hoje venho com uma ótima notícia para todos os que falam português: o Temple of Ascending Flame (O Templo da Chama Ascendente), com sede na Polônia e com membros espalhados por vários países do mundo, fez sua primeira tradução do próprio Website do inglês para o português: fruto do esforço e dedicação de membros brasileiros para tal!
Como membro brasileiro, aprecio o esforço e trabalho dos irmãos conterrâneos.
O Temple of Ascending Flame não cobra mensalidades ou taxas pelo que quer que seja, exigindo apenas comprometimento e compartilhamento de suas experiências quando usados os rituais e trabalhos dos membros.
O Temple possui anualmente projetos abertos a não-membros e trabalhos mensais para membros, bem como cursos preparatórios, sigilos e contatos entre membros.

Para quem estiver interessado, este é o link do site em português:

http://ascendingflame.com/Portuguese/index.html

Ho Drakon Ho Megas!

Cabala, Qliphoth e Magia Goética

Sinopse da Editora: Cabala, Qliphoth e Magia Goética é uma obra sem igual na literatura ocultista contemporânea, abrengendo filosofia, psicologia, religião e magia, resultado de muitos anos de estudo sobre os temas do título. Não se trata de uma simples introdução às artes mágicas, mas de uma abordagem profunda da filosofia cabalística. Os mistérios da escuridão e das Qliphoth, por tanto tempo reprimidos no misticismo ocidental, formam o tema central.

Ao invés de negar e ignorar a Sombra, o autor revela, passo a passo, como se pode conhecê-la para chegar a um conhecimento mais profundo do próprio Ser. Explorando a Sombra é possível transformar essa força destrutiva em um poder criador.

Além do símbolo da árvore da vida com as suas dez Sephiroth e vinte e dois caminhos, que representam os diferentes aspectos da psique, este livro inclui o lado obscuro da cabala, as dez Qliphoth e os túneis que atravessam o lado noturno da existência.

O problema do mal, o simbolismo da queda de Lúcifer e o processo de criação do ser humano são abordados sob a perspectiva cabalística. O autor descreve diversos exemplos de rituais, meditações, exercícios mágicos e correspondências ocultas.

Cabala, Qliphoth e Magia Goética contém mais de 100 selos, ilustrações e obras de arte, alguns dos quais foram criados especificamente para esta obra. Também contém uma coleção única de todos os sigilos demoníacos do “Lemegeton: A Clavícula de Salomão” e do mal afamado “Grimorium Verum”, os clássicos das artes negras.

Esta nova edição, traduzida diretamente do original sueco, contém 5 capítulos adicionais: “Prefácio” por Kennet Granholm, “A invocação do Dragão”, “Os quadrados mágicos”, “Os sigilos qliphóticos” e “Le Dragon Rouge”.

Comentário da SS: Nossa! Este livro é um dos poucos que me deixo sem palavras! Thomas Karlsson escreveu um verdadeiro tratado sobre magicka obscura. Ele é direto no assunto, abordando o lado filosófico e pratico ao mesmo tempo, ao ler você consegui ser transportado para cada reino e ver cada daemon nitidamente.Ao ler o livro eu tive a sensação que os demônios sussurravam em meus ouvido. O Thomas mostra que realmente conhece  o que escreve. este livro deve esta na cabeceira da cama de cada ocultista

http://www.cophnia.com.br/cqmg.html

Este livro ganha 10 baphomet de ouro n

entrevista a Sorath/Adimiron ben Theli” Parte 1

SS: Qual o significado do seu nome na arte e por que você o usa?

Inicialmente, apenas gostaria de salientar que um “Nome na Arte” é algo levado um tanto a sério, pois carrega muito sobre si e sobre seu próprio poder. Os nomes que uso (e os nomes que já usei) são pseudônimos. O que pode ser visto são alguns autores que revelam seus Nomes em obras importantes e, mesmo assim, o apresentado muitas vezes não é o nome completo, mas parte do mesmo.

O pseudônimo “Sorath” (com o qual posto no blog), é nada mais do que uma homenagem e referência ao planeta de maior influência de meu mapa natal, bem como sua numeração na Gematria, o tão famoso “666”, que somado de forma simples, da o número “9”. “Adimiron ben Theli” é o nome que uso para escrever outras coisas e diz respeito a parte de minha própria natureza: “Adimiron” como sendo sobre os aspectos obscuros de meu próprio signo (Touro) e, consequentemente, de mim mesmo; “Ben” sendo simplesmente “filho de” e “Theli” sendo uma homenagem ao “Caminho do Dragão”, que além de ser uma analogia com meu próprio Caminho que já fazia ha anos, ainda serve como referência a Ordem e ao Templo de Caminho Draconiano, dos quais você possui conhecimento.

Meu “Nome na Arte”, de forma completa, não é de domínio público.

 

 

SS: Como você poderia definir a si mesmo?

É uma pergunta um tanto complicada. Acredito que definições limitam as coisas, mas algumas delas são baseadas em valores que costumamos guardar com mais facilidade ou em atributos que marcam nossas memórias mais facilmente.

Poderia dizer que sou uma pessoa complicada ao mesmo tempo em que poderia ser considerado simples. Acredito que dependa de quem está observando.

Caso fosse usar uma definição mais abrangente, poderia dizer que sou um buscador; ou ainda uma pessoa de opiniões e natureza ambígua. “Sobrevivente” ou “resiliente” poderia ser uma delas e há quem diga que a palavra “forte” também se enquadraria. Já ouvi algumas vezes que sou “Sábio”, mas se já fosse, não haveria motivo pela “eterna busca”. Prefiro pensar que pode ser um pouco de tudo e que eu gosto de entender como as coisas funcionam.

Toda essa escrita para dizer que não poderia me definir (risos).

 


SS: Quando e como começou sua Jornada dentro da Bruxaria?

Complicado dizer qual foi meu primeiro contato com magia ou ritualística, visto que desde pequeno parte da minha família praticava algo próximo a Umbanda e desde sempre estávamos envolvidos. Por muitos anos realizávamos alguns rituais na casa onde eu morava e eu era a criança mais velha, o primogênito daquela geração. Além disso sempre gostei de ir a lugares que eram ditos assombrados ou que se havia visto assombrações ou aquelas lendas urbanas de fantasma de “noivas” e monstros. Pouco antes da adolescência eu era bem interessado em magia e em espíritos e minha família sempre quis que eu fosse “Médium Kardecista”, alegando que eu seria muito famoso. Porém, nada daquilo era realmente o que me tocava, pois não sei exatamente o motivo, mas eu acreditava em Deuses e seres diferentes e “não humanos” e achava que meus sonhos sempre me levavam a “outro reino”. Que os animais, as árvores, as plantas e as rochas possuíam espíritos e muitos deles eram poderosos e antigos, como os ventos, que sempre acreditei que fossem criaturas. Para desgosto da minha família nem mesmo cristão eu me tornei e muito menos monoteísta, o que causou uma pressão muito grande na minha adolescência devido ao que eu enxergava e ao que sonhava, sendo vista como “ruim” ou “maligno”.

Depois de passar por vários caminhos e concepções ao longo dos anos, alguns decepcionantes, outros fascinantes, acabei por achar um “norte” quando venci alguns preconceitos próprios e aprendi a entender o Poder de uma forma mais abrangente.

 

SS : Se você pudesse definir seu caminho, como o faria?

Hoje em dia posso defini-lo simplesmente como Bruxaria ou “Arte dos Sábios”. Poderia usar outras alcunhas como “Caminho da Mão Esquerda” ou ainda “Caminho do Meio”.

De acordo com minhas experiências nos últimos anos, tenho percebido alguns padrões, o que me levou a concepção, pouco mais de dois anos atrás, do que tenho chamado de “O Caminho das Nove Direções”.

Caso tenha que usar apenas uma definição, poderia dizer que minha arte seria “A Arte Inominável”, assim como tantas outras.

 


SS: Conte-nos um pouco sobre a Tradição que você pratica ou Via que você segue.

Atualmente, os únicos grupos com os quais possuo ligações são a “Dragon Rouge” com sede na Suécia, o “Temple of Ascending Flame” com sede na Polônia e a CR+C.

O que pratico nem sempre está ligado com esses grupos e Ordens, pois além de escrever boa parte do que pratico e de testar minhas próprias ideias (que acredito virem de inspirações a partir de Daemons e espíritos), ainda há uma boa influencia de um grupo o qual fiz parte por alguns anos e que me abriu portas para mais pesquisas na área de Bruxaria tradicional, fazendo meus estudos, práticas e pesquisas se voltarem para concepções influenciadas por autores como Andrew Chumbley, Michael Howard, Daniel Schulke entre outros.

O que eu pratico é o que eu sempre chamei de bruxaria, embora tenha entendido que a alcunha não é realmente importante, mas o poder que é acessado. Não importa realmente o “título” de algumas coisas, mas sua utilidade e relevância quanto ao que pode produzir na sua própria vida.

O que eu pratico tem se resumido cada vez mais em menos quantidade e mais qualidade, tentando sempre estabelecer contatos e melhorar os que já possuo. Vale mais um ritual simples e bem realizado do que uma cerimônia longa: a maioria precisa de parafernálias infindas e cerimônias demoradas para chamar um demônio, alguns apenas chamam pelo seu nome da forma correta e já tem um aliado ao seu dispor. A diferença de um para o outro é a praticidade e poder.

 

SS: Você usa paramentos mágicos? Por que?

 

Depende. Acredito que muitas de nossas posses são importantes pela história e poder acumulados, como uma espécie de “bateria” ou ainda do despertar de um “espírito” em um objeto ritual. Possuo algumas coisas que carrego há muitos anos, outros por poucos anos e coisas novas sempre surgem no seu dia-a-dia. Mas se estivermos falando em roupões mágicos, anéis e círculos extremamente ornamentados, então não uso.

Os “paramentos” devem ser ferramentas para auxílio, nunca uma necessidade ou dependência. A partir do momento em que você não é capaz de lidar com alguma coisa por falta de um “paramento”, isso começa a ter um efeito contrário e cria-se uma dependência.

Muitos não se atrevem a chamar alguma entidade sem uma arma por perto ou um anel de proteção, mas no final, estão com medo da entidade e objeto algum irá garantir sua segurança, principalmente no dia-a-dia, quando você não poderá ir para o trabalho com uma espada ritual, um robe com símbolos de proteção e um cajado ou bastão: quem mexe com Magia deve saber se virar a qualquer momento e não somente quando estiver na segurança de sua casa.

Eu faço uso dos objetos que acredito e sinto que absorveram meu próprio poder e/ou poderes específicos e/ou gerais. Não há uma regra a se seguir, apenas que prefiro que outros não vejam ou toquem nesses objetos, a não ser que eu ache conveniente.

 

SS: Qual a diferença entre Bruxaria, Feitiçaria e Magia para você?

Como vamos cair em definições, posso tentar resumir umas visões sobre bruxaria e feitiçaria que possuo: basicamente a Bruxaria vem de sangue e não tem a ver se seus ancestrais recentes são de alguma religião sem magia; o feiticeiro aprende a Arte de alguém ou praticando-a e Magia é qualquer ato de causar mudanças. Até aí são coisas vazias e sem explicações profundas: simples concepções de quem necessita de uma definição. A coisa começa a complicar quando entramos na etimologia, ainda mais quando vai para o francês, onde “sorcière” é “bruxa” do mesmo jeito, não existindo significado diferente. Tirando as besteiras convenientes dos bruxinhos modernos em tentar dizer que a jovem religião “wicca” É A BRUXARIA em si, a etimologia é extremamente complicada e confusa, uma vez que inúmeros povos tiveram suas bruxas e nada era visto com bons olhos: não é culpa dos cristãos que bruxas/feiticeiros sejam vistos com maus olhos, pois historicamente, antes dos cristãos, isso já era algo comum em inúmeros povos, incluindo os tão famosos gregos, mas acredito que estou me distanciando da pergunta.

Agora, como a pergunta foi sobre o que eu realmente penso, a resposta segue muito mais simples, advinda de estudos e principalmente de experiências muito mais complexas: Não diferencio como um todo Bruxaria, Feitiçaria e Magia. O que muda é a alcunha para o uso dos Poderes disponíveis em nosso mundo e em outros. Agora, eu sei que existem pessoas que nascem com dons e acredito que bruxaria necessita de vocação, não sendo “um caminho para todos”, me deixando sem entender quando vejo alguém dizer “bruxo de coração” para alguém que não possui nenhuma sensibilidade para com a Arte. Como um ofício e também uma Arte, não é aberta a todos e muito menos acessível a qualquer um, pois muitos podem achar fascinante, mas não possuir talento algum.

 

 

SS: Qual a diferença entre sacerdote, bruxo e feiticeiro para você?

Como dito acima, não diferencio como um todo um bruxo de um feiticeiro, embora eu veja a bruxaria mais como Arte e ofício, englobando ideias de transformação e um Caminho que pode até ser mais complexo para o Caminho do Centro. Porém, vale ressaltar que a Arte de outras pessoas que nem mesmo se encaixariam em tais rótulos, como benzedeiras, parteiras, curandeiras e envenenadoras, eu pessoalmente poderia achar que cada uma dessas pessoas fossem bruxas, porém, seria mais claro dizer que cada qual possui a sua “Arte”.

Agora, um sacerdote é alguém ligado a uma religião específica, como um padre, que bem ou mal dedica anos de sua vida estudando e praticando antes de ser ordenado. Se estivermos falando de sacerdotes de Deuses Pagãos, então deveriam ao menos estar ligados a algum Templo em específico: um Sacerdote não é alguém que simplesmente “cultua” ou “presta homenagens” a algum Deus, mas sim, alguém que faz parte hierarquicamente de um corpo sacerdotal de uma Religião. Portanto, Sacerdotes pagãos no nosso país são raros, pois necessitaríamos de um templo ou culto estruturado onde essa pessoa poderia ser “ordenada” como um Sacerdote através de inúmeros ensinamentos e até mesmo testes.

Infelizmente, nos dias atuais, tudo é muito supérfluo e insípido: as pessoas querem ser sacerdotes, mas não querem as obrigações, como por exemplo, as sacerdotisas de Afrodite que exerciam a prostituição sagrada com meros visitantes do Templo em troca de doações; ou as Mênades (embora não fossem necessariamente Sacerdotisas), as Vestais e etc… ao invés disso as pessoas oferecem incensos, velas, mantém uma imagem num Altar e se dizem (se autoproclamam) Sacerdotes. Imagina esses “Sacerdotes” conduzindo rituais para outras pessoas ou até mesmo ajudando a guiar a vida de alguém em nome de algum dos Deuses.

 

SS: O que você pensa sobre a Bruxaria hoje no Brasil?

Da mesma forma em que sempre foi. Na realidade, se repararmos bem, nada realmente mudou quanto o que que as pessoas acham. Temos a mania de achar que “antigamente” as coisas eram melhores e que “hoje em dia” elas pioram. A diferença é que a Bruxaria continua a ser praticada na marginalidade. Digo a Bruxaria de verdade e não o teatro de gente colorida que precisa fantasiar ao máximo sem possuir poder real. A Bruxaria sempre foi algo marginal, ou seja, a margem da sociedade. Isso não quer dizer ruim, mas sim, que além de incompreendida é algo temido e respeitado. Não é uma igreja onde todos são bem vindos e a maioria não possui estômago para andar o Caminho, seja qual for.  

A diferença é que existe um teatro em torno de ideias de bruxaria a partir do neopaganismo que explodiu décadas atrás com a invenção da wicca por Gerald Gardner; mas aqueles que realmente andam o Caminho, estão da mesma forma do que antes e fazendo o que sempre fizeram.

 

SS: O que você entende por Tradição de Bruxaria, como se forma e qual a sua função?

Tradição é algo repetido por gerações ou por grupos de pessoas e que acaba por ser herdado. Como um almoço de família aos domingos, por exemplo, que é realizado ‘tradicionalmente’ aos domingos e o costume passa aos filhos: isso é uma tradição.

No caso de Bruxaria, a coisa parte do mesmo princípio, pois existe uma forma de um grupo ou pessoa específica de trabalhar; aquilo da certo e acaba sendo passado a outra geração, que aprendeu e passa para outra: isso seria uma tradição. A função de uma tradição como essas é garantir a passagem de poder e/ou o acesso a certos poderes e chaves. Se eu descubro uma forma de se trabalhar, pautada, é claro, em outros costumes e experiências pessoais e passo isso adiante, caso funcione com o próximo, ele terá algo passado por uma geração acima. Assim que ele passar adiante estaria formando uma tradição. Mas não é bom confundirmos com Bruxaria Tradicional, como a Cultus Sabbati ou o Clã de Tubal Caim, pois além de possuírem diversas tradições, eles são o que chamamos de “Clã” ou “Família bruxa”. Passar uma tradição adiante não significa que você é um Bruxo tradicional, mas sim, que além de bruxo, você detém alguns conhecimentos e práticas tradicionais de algum meio, como por exemplo, de sua família, o que pode ser desde algo relacionado a magia como a forma que você faz o seu café ou como dito anteriormente, como e quando você reúne a sua família para jantar nos domingos.

Não se ‘inventa’ uma tradição: ela surge e ela surge com o tempo. Assim como também surge um clã ou família bruxa, seja em seio familiar ou de pessoas escolhidas a dedo: seja como for, na bruxaria, nunca vi caminho algum que estivesse aberto para qualquer um, mas sim, de pessoas escolhidas a dedo para ter a responsabilidade de receber algum ensinamento tradicional e de não somente mantê-lo, mas quem sabe, passa-lo adiante.

Além disso, as vantagens de se ter conhecimentos tradicionais (relacionados a magia) é a de manter acessos e chaves a certos poderes, sem dizer na possibilidade de se ter espíritos e entidades alimentados por gerações, mantendo-se fiéis aos pertencentes das mesmas, sem falar no culto aos ancestrais, o que normalmente é muito bem vindo.

 

SS: Fale-nos um pouquinho sobre o Blog A Nona Direção.

Durante muitos anos eu realizei minha Caminhada sem expor minhas coisas publicamente. Sempre gostei de escrever, sejam histórias, poesias, rituais, ideias… e de um tempo pra cá decidi fazer o blog para escrever coisas que estivessem relacionadas com o que acredito e pratico.

O Nome do Blog tem a ver com parte do meu Caminho: uma analogia com as oito direções sagradas do espaço com uma direção oculta, onde jaz a Sabedoria e a loucura, o que costumo nomear de “A Chama das Eras”, “onde brilha o fogo entre os chifres sagrados de Azazel”. Que deve fazer sentido apenas para algumas poucas pessoas, mas não tanto quanto para mim.

Pretendo começar a traduzir para o inglês alguns textos e ensaios e possuo uma ideia de fazer uma pequena contribuição para o português com algo de minhas crenças e práticas, além de futuramente tentar organizar e trazer outras coisas em português sobre assuntos adjacentes.

O blog tem se tornado um passatempo relevante e um bom exercício para expressar algumas ideias e pela minha surpresa possui um bom numero de leitores e visitas e, no geral, tem tido uma boa aceitação.

Ainda mantenho certa discrição com minha imagem e com a imagem da minha família, sendo poucas as pessoas que sabem, por exemplo, o meu nome. Menos ainda as que me conhecem: prefiro manter o “autor” sem rosto e sem nome, deixando que as publicações se mantenham sozinhas, pelo que está escrito e não pela imagem de quem escreve. A “propaganda” é apenas do blog em si e não do autor em especial, mesmo que nesta entrevista eu esteja falando um pouco mais do que é exposto sobre minha pessoa.

 

 

Aradia – O Evangelho das Bruxas


Descrição da Editora – Evangelho das Bruxas, Charles Godfrey Leland nos presenteia com o que podemos chamar de capítulo inicial de uma coletânea de cerimônias, feitiços e encantamentos. Nele, o autor traz a história de Aradia, bruxa enviada à Terra para propagar os ensinamentos da Bruxaria. No decorrer do livro, também são descritos os encantamentos, conjurações e invocações, no original em italiano, ensinados por sua mãe Diana, deusa das bruxas. Leland foi uma figura marcante para a história da Bruxaria. Poucos dias após o seu nascimento, uma velha ama holandesa levou-o ao sótão de sua casa e realizou um ritual. Ela colocou seu seio sobre uma Bíblia, uma chave e uma faca e, então, pôs velas acesas, dinheiro e um prato com sal sobre a cabeça. O propósito do rito era que o menino vencesse na vida e tivesse sorte para ser um escolástico e um sábio. Quando ainda criança, foi presenteado com histórias e contos de fantasmas, bruxas e fadas, o que o deixou fascinado pelo folclore e pela magia. Sua família vivia em uma casa que possuía empregados e, com um deles – uma imigrante holandesa -, ele aprendeu a respeito de fadas, e com outro – uma negra que trabalhava na cozinha -, acerca de vodu. Mudando-se para a Inglaterra, Leland deu início aos seus estudos a respeito dos ciganos ingleses, pois era particularmente interessado no folclore deles. Com o decorrer do tempo, ganhou a confiança do Rei dos Ciganos na Inglaterra, Matty Cooper, com quem aprendeu a falar o romani, a língua dos ciganos, embora isso tenha ocorrido muitos anos antes de o povo cigano tê-lo aceito como um deles. Durante esse período, escreveu seus dois livros clássicos a respeito dos ciganos, sendo um deles Bruxaria Cigana, lançado no Brasil pela Madras Editora, e estabeleceu-se como a autoridade máxima nesse assunto. O leitor certamente irá se encantar com a bela história narrada em Aradia: O Evangelho das Bruxas. Boa leitura!

Sabedoria Subversiva – Este é um Livro recomendado para qualquer estudante de bruxaria e feitiçaria. Apesar de não ser um livro com grande quantidades de paginas ele acaba ensinando nas entre linhas as chaves para a evocação de qualquer deus, sem falar que é um livro magnifico sobre a bruxaria Stregheria.

nove Baphomet no rank da SS

Os códigos draconianos

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I  – Seja um ser racional, mas nunca negue o seu lado animal .

II – Busque o conhecimento acima de tudo.

III – Já mais cultive medo e ignorância, pois esses são os venenos da alma.

IV – Destrua suas fraquezas, pois só assim você será forte e grandioso.

V – Seja como  ouroboros se destruindo para se reconstruir,pois só assim você transforma chumbo em ouro

VI – Sempre seja honrada e leal aos seus.

VII – Veja o mundo sempre com olho de um dragão sabendo que você pode e deve muda-lo constantemente conforme sua vontade, pois só assim sua vida será um grande ato magicko.

VIII – Transforme seu espírito em um pilar de fogo negro, alimentando sua chama negra com o enxofre infernal, pois assim você se ascendera ate os céus infinitos.

X – Lembres se que dentro de você esta a essência dos Deuses negros e no seu sangue esta a herança dos dragões primais

XI – Desperte os seus poderes, aguce seus sentidos, deixe seus chifres crescer, afie suas unhas e dentes, voe pelo abismo, seja um dragão, pois assim você se tornara um Deus draconiano.

 

 

Trabalhos com a Deusa Arachne

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O Temple of Ascending Flame (Templo da Chama Ascendente) tem o prazer de anunciar nosso novo projeto aberto: “Deusa Aranha das Qliphoth”. Ele é centrado em Arachne, sua Corrente Ofidiana e seu papel na magia auto-iniciática do Vazio. O projeto contém 6 trabalhos que devem ser realizados individualmente em 6 dias consecutivos, à qualquer hora da noitinha/noite. Eles foram projetados para sintonizar a consciência do participante com a Corrente Aracnídea do Vazio assumindo a forma-deus de Arachne – a Fiandeira da Teia que conecta todas as manifestações do Vazio, conectando a Árvore da Vida e a Árvore da Morte. O primeiro trabalho abre os portais para as energias da Deusa adentrarem na sua consciência, permitindo que você assuma a forma aracnídea e coloque a si mesmo no centroda teia. Os quatro dias seguintes são dedicados à auto-reflexão e análise do seu caminho pessoal através da meditação sobre os Quatro Axiomas Mágicos, conhecidos também como os Quatro Poderes da Esfinge, e suas contrapartes sombrias. O último ritual combina o trabalho dos quatro dias anteriores em uma poderosa evocação à Corrente Aracnídea. O propósito do projeto é introduzir o praticante à gnose de Arachne, a Deusa Aranha do Vazio, através dos conceitos de Veneno Ofidiano e Consciência Aracnídea, que são utilizados neste trabalho como ferramentas auto-iniciáticas na magia do Caminho da Mão Esquerda.

O projeto inicia no dia 18 e termina no dia 23 de Abril. Não há restrições na participação – o projeto é aberto para todo mundo. Como sempre, os materiais são de graça. Nosso desejo é ver a Corrente Draconiana crescer e se disseminar dinâmicamente entre os participantes. Se você está interessado em participar, sinta-se livre para entrar em contato conosco através do endereço info@ascendingflame.com para receber os materiais do projeto. Desta vez eles estão disponíveis nos seguintes idiomas: Inglês, Espanhol, Português Brasileiro, Alemão e Grego.

Sinta-se à vontade para solicitar uma versão de idioma, mas por favor lembre-se de que o idioma de contato para correspondência com o Temple of Ascending Flame é o Inglês!
http://ascendingflame.com/