Trabalhos com a Deusa Arachne

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O Temple of Ascending Flame (Templo da Chama Ascendente) tem o prazer de anunciar nosso novo projeto aberto: “Deusa Aranha das Qliphoth”. Ele é centrado em Arachne, sua Corrente Ofidiana e seu papel na magia auto-iniciática do Vazio. O projeto contém 6 trabalhos que devem ser realizados individualmente em 6 dias consecutivos, à qualquer hora da noitinha/noite. Eles foram projetados para sintonizar a consciência do participante com a Corrente Aracnídea do Vazio assumindo a forma-deus de Arachne – a Fiandeira da Teia que conecta todas as manifestações do Vazio, conectando a Árvore da Vida e a Árvore da Morte. O primeiro trabalho abre os portais para as energias da Deusa adentrarem na sua consciência, permitindo que você assuma a forma aracnídea e coloque a si mesmo no centroda teia. Os quatro dias seguintes são dedicados à auto-reflexão e análise do seu caminho pessoal através da meditação sobre os Quatro Axiomas Mágicos, conhecidos também como os Quatro Poderes da Esfinge, e suas contrapartes sombrias. O último ritual combina o trabalho dos quatro dias anteriores em uma poderosa evocação à Corrente Aracnídea. O propósito do projeto é introduzir o praticante à gnose de Arachne, a Deusa Aranha do Vazio, através dos conceitos de Veneno Ofidiano e Consciência Aracnídea, que são utilizados neste trabalho como ferramentas auto-iniciáticas na magia do Caminho da Mão Esquerda.

O projeto inicia no dia 18 e termina no dia 23 de Abril. Não há restrições na participação – o projeto é aberto para todo mundo. Como sempre, os materiais são de graça. Nosso desejo é ver a Corrente Draconiana crescer e se disseminar dinâmicamente entre os participantes. Se você está interessado em participar, sinta-se livre para entrar em contato conosco através do endereço info@ascendingflame.com para receber os materiais do projeto. Desta vez eles estão disponíveis nos seguintes idiomas: Inglês, Espanhol, Português Brasileiro, Alemão e Grego.

Sinta-se à vontade para solicitar uma versão de idioma, mas por favor lembre-se de que o idioma de contato para correspondência com o Temple of Ascending Flame é o Inglês!
http://ascendingflame.com/

Os Pilares de Tubalcaim – A Tradição Luciferiana

Resumo da Editora: A sabedoria angelical constitui os ensinamentos da verdadeira magia. Neste livro, será apresentada uma nova e única visão da magia ocidental, a qual se originou e permanece no Cristianismo Esotérico, no Gnosticismo, no Hermeticismo, na Alquimia, na Magia Medieval, na Cabala, no Tarô, nos mitos do Graal, nas Lendas Arthurianas, na Maçonaria, no Rosacrucianismo e na Bruxaria Tradicional.
Por meio de uma ampla variedade de fontes, os autores fazem um panorama exclusivo da magia e do ocultismo ocidentais. Esta obra reúne também uma coleção de fatos e tradições enigmáticas que esclarecem sobre várias personalidades da Bíblia judaico-cristã, cujas significâncias e identidades reais nos têm sido escondidas por séculos. Este livro mostra que a civilização moderna não é produto de um fenômeno cultural aleatório, pois seu desenvolvimento vem sendo guiado e influenciado pelas inteligências celestiais que primeiro fizeram contato com os humanos na Pré-História.
Esta é uma obra pioneira que trata exclusivamente da gnose luciferiana e da magia angelical que mostra os ‘segredos’ reais dentro da tradição da magia ocidental, fornecendo uma base importante e indispensável para o leitor aprofundar-se no reino divino dos anjos.

Resumo da SS: Esse livro foi uma verdadeira decepção para mim como leitor! Ele esta cheio de erros mitológicos, os autores trocam nome de divindades, esquece/ignora outros deuses para poder mostra sua visão, muita filosofia barata… Bom eu achei ele ainda por cima muito massante sem conseguir chamar minha atenção. Eu realmente quase não termino de ler, simplesmente angustiante no pior sentido da palavra.

Mas, ainda sim tem poucas coisas validas para o iniciante cauteloso que sabe filtra e ler entre as linhas tem um pouco de magia seria nesse livro!
Bom pelo menos o autor não veio com bichinhos de plastico ne!!!!

Avaliação do blog Sabedoria Subversiva: 4 baphomethezinhos

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte VII)

Atrás do Portal do Pôr do Sol.

Parte 1

 

O templo em que eu descobri, estava construído em estilo clássico simples, espaçoso e majestoso. A princípio pareceu-me em tons de branco, mas depois, em torno de mais cinzento e empoeirado. Parecia velho e poderoso. De repente, uma sacerdotisa vestida com uma túnica negra apareceu diante dos meus olhos. A comunicação entre nós foi inteiramente mentalmente. A princípio, ela me apresentou à geometria das estrelas. Ao olhar para as estrelas, você pode ver linhas entre eles, formando monstruosas formas (em suas maiorias répteis, mas não exclusivamente) bestiais. Eu senti que o templo é um lugar para a comunicação estelar, criado as redes das correntes astrais, comunicando e transformando o poder. Logo o ritual começo. A sacerdotisa começou a desenhar sete estrelas no ar, de alguma forma, eu podia sentir o espaço sem-teto acima do templo começar a tomar forma de lupa de escuridão. Ela começou a cantar, e lentamente se constrói a atmosfera. Tornava-se cada vez mais intensa. O canto era cada vez mais forte, bem central e parecia um rugido, tão forte que eu podia sentir fisicamente. O sinal central pintado no altar começou a se formar em um vórtice. Uma corda de luz começou a dançar entre os sete raios do símbolo de uma maneira inimaginável e de modo gemantrico. Extremamente poderoso. Uma maneira bestial o vórtice começou a ver. Extremamente caótico. Originalmente brutal e poderoso. Quando se formou, a sacerdotisa gesticulou, me convidando para o turbilhão. Começou minha viagem. Passei por mundos diferentes e vi galáxias estranhas, vendo espantosas criaturas estelares, ou melhor, vendo suas fotos nas estrelas. Era como se eles estivessem me chamando em ritual de algum planeta primitivo. A viagem em si foi tão rápido e intenso quanto doloroso.

Na minha segunda visita, eu me concentrei mais na arquitetura e geometria do templo e buscar mais contato com a sacerdotisa. Através da comunicação com ela, descobri que o número sete é muito significativo, tanto no sentido simbólico como literal. Ele foi relacionado com o sistema solar, como um símbolo de todo de ciclo completo, bem como o número que tem conotações com o conceito da manifestação de energia, por exemplo, na Cabala, o Tarot e por aí vai …

O templo em si é construído em seis colunas, sob a forma de um olho, mas o sétimo é uma forma de energia que é canalizada através do altar. O altar também se assemelha a um olho, e o sinal do altar é como a pupila de um olho (Figura 4). O templo é como uma parte das correntes das torres de vigia. Sua finalidade é conduzir, transformar, enviar e receber correntes astrais. Ela também serve como uma ferramenta de comunicação e às vezes é possível transportar pessoas ou suas mentes a mundos diferentes. Em seguida, a sacerdotisa me mostrou alguma modo como tinha sido feito. Ela abriu o portão e mentalmente enviar um sinal geométrico complicado o céu noturno com o poder de sua mente (eu só podia reconhecer o símbolo estranho, parecia um diamante). Em seguida, a energia começou a flutuar no interior do templo. A princípio parecia ser uma coluna de luz pálida. Era muito frio e trouxe sentimentos e pensamentos de morte, mutação e corrupção. Eu finalmente se transformou em um cristal com forma de diamante. Ela me deixou tocar e sentir para absorvida suas qualidades. Surpreendentemente, tive uma visão da escuridão cósmica expandido em todas as direções, consumindo luz, trazendo caos, mudança e destruição.

Outra visão na minha exploração deste lugar era muito fluida e natural. Entrei no templo e começou a cerimônia com a sacerdotisa. Uma das estrelas no céu brilhava muito intensamente e seus raios iam em direção ao templo. Ela começou a cantar, me possui no meio do altar com o sinal. A atmosfera tornou-se cada vez mais e mais intensa. Antes de me enviar a viagem, a sacerdotisa veio ter comigo e disse-me que derramar o meu sangue dentro de um pequeno cristal que permanecer no templo, este ato é a minha âncora e ligar-me a esta corrente De alguma forma, este deveria ser um recipiente – um símbolo do núcleo da minha existência em que se mistura com minha energia astral com a corrente e propagação, transformação conectada a essa rede. A luz estava focada no altar e fui envolvido em sua essência. Comecei minha jornada, uma viagem através das galáxias, olhando para os mundos com luzes estranhas e experiências. Foi tão rápido que eu senti que era um sonho. Era tão fascinante que poderia ter viajado para sempre. De repente, fui atingido e eu senti que eu estava saindo do nada. Diante de mim uma grande figura Antinatural, era uma estrela de sete raios a mesma do começo do ritual. Brilhava como uma luz pálida que emociono o meu coração. Se parecia com forma de um diamante de cristal. Eu também pensei que parecia como um olho. Estava congelado lá, absorvendo a energia …

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Notas:

No Necronomicon Gnosis, as estrelas são muito importantes. É a partir daí que os antigos viam a Terra e trazem o conhecimento dentro da corrente estelar cósmica, com isto se inicia a evolução da consciência humana. Tanto dos Mitos de Cthulhu e sua interpretação esotérica enfatiza a ligação eterna entre a vida humana, a consciência e os ciclos cósmicos. As ondas estelares e as energias planetárias influenciam toda a evolução telúricas e forma os ciclos cósmicos. A consciência humana em consequência inseparável e entrelaçada com os Grandes Antigos, as entidades que representam a infinita gnosis estelar.

A estrela de sete raios é muito significativa. Entre as suas inúmeras interpretações, um representa Vênus, o útero cósmico da Deusa. Ele é chamado de Venus/Babalon/Isis. O selo de Seth ou a Estrela de Sothis. Kenneth Grant escreveu que “O sete Sevekh foi à primeira deusa das Sete Estrelas (A Ursa Maior) da esfera das estrelas e os raios da estrela eram as sete cabeças do dragão das profundezas, que, em seguida, aparece nos mitos cristãos como a Besta do Apocalipse” (retirado do Nightside of Eden). Assim, a visão deste templo estelar pode representar essa conexão cósmica com energias estelares, o verdadeiro conhecimento das estrelas.

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.

 

já começamos o ano bem!

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Bom, a primeira boa noticia é que o Templo de Quimbanda Maioral Beelzebuth e Exu Pantera Negra acaba de lançar um livro com o titulo de Quimbanda o Culto da Chama Vermelha e Preta. Essa produção da Editora Capelobo retrata o Culto e Entendimento segundo a visão do T.Q.M.B.E.P.N.
Um livro de padrão internacional, com capa dura e sobrecapa colorida, com 535 páginas que descrevem mais de 50 Exus e 40 Pombagiras, feitiços, doutrinas e explicações esotéricas sobre esse Culto maravilhoso. Eles já lançaram a pré-venda com um super desconto , aqueles que comprarem nesse período terão 30% de desconto e receberão de presente um Óleo de Consagração e um pingente de tridente que foi consagrado aos pés de Maioral. O preço de mercado será R$140,00 (cento e quarenta Reais), porém, os que comprarem na pré-venda o livro sai por R$ 104,00 (cento e quatro Reais). Não perca a oportunidade de ter em mãos um livro que mudará sua vida, seu entendimento e aprimorará sua forma de cultuar Exu e Pombagira.
Compre pelo site www.laroyestore.com

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Agora em a segunda boa noticia, mas não menos importante é que a editora Coph Nia reabriu as porta. eu adimiro muito o trabalho dessa editora, pois é um trabalho serio, importante e ela ainda tem um ótimo zelo pelas suas publicações, sendo livros bem traduzidos e bem com extremo cuidados com o acabamento do livro em si… E ela já volto com a corda toda. esta para sair um dos livros que eu mais esperei para adquiri, Qabalah Qliphoth e Magia Goetica por Thomas Karlsson. infelizmente o livro ainda não foi lançado, então vocês vão ter que espera um pouco, mas podem aproveitar e compra o Gnose Vodum do David Beth, que também é um ótimo livro.
http://temporario-cophnia.lojaintegrada.com.br/livros

Ass. Henri Calado.’.

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte VI)


O Portal do Pôr do Sol

 

Enquanto você estiver à beira do sono e da vigília, se visualize de frente para o pôr do sol. A luz é tão brilhante que cega os seus olhos, mas depois de um tempo você fica acostumado e você pode ver a paisagem ao seu redor. Você está em pé no portão de um cemitério esquecido com sepulturas que lembrar monólitos coberto com liquens. Conforme atravessa a porta e entrar no lugar, você pode ver o pôr do sol no horizonte e sua luz ligeiramente se escurece.

Depois de um momento de caminhar você se aproxima de uma entrada em uma escura coverna. Parece uma boca de um animal, ainda está gravado em uma rocha. Acima você pode ver uma imagem gravada de uma mão gigante. enquanto tenta entrar, você se sente uma barreira invisível que não pode forçar. Visualize agora que você tem a chave de prata em sua mão. Segure acima dos últimos raios do sol poente, gira-la nove vezes e pronunciar as palavras “Lepaca Kliffoth” ou nono e último giro. Agora, o portal está aberto. Você pode sentir a barreira invisível não existe e que pode entrar na caverna. enquanto caminha para o interior, de repente é atraído por um vórtice de energia que te leva para dentro do Vazio fora do tempo existente, além da Terra, de todo o universo e toda a matéria.

Depois de um tempo visões caóticas que fluem através da sua mente, começa a se cristalizar uma imagem mais sala uma vasta estada localizada em algum lugar nos limites nas interseções dos  mundos e dimensões. Você pode ver massas de pedras elevadas,  gravados com projetos alienígenas, não-euclidiana. Uma estranha luz se mostra por acima de uma linha curva de pedestais hexagonais gigantes. Sua atenção é atraída a forma flutuante de uma figura que recorda a um humano com uma escura túnica encapuzada. De repente, você ouve a sua voz em sua mente e as palavras “Umr at-ta’wil, da vida prolongada”. Ele é o Guardião do ultimo Portal. Dê as saudações e peça-o para conceder passagem aos labirintos de Zin.

Ao fazer alguns gestos misteriosos, você pode ver um alto pedestal se elevando no centro da sala e perceber que você deve sentar-se sobre ele. O guardião faz um outro gesto e uma grande e apreciável esfera aparece diante de você. Parece ser feito de algum metal iridescente e pulsa com alguns ritmos, irradiam raios de fria luz cor indefinida. Você pode ouvir misteriosos cânticos em torno de você e enquanto você olhar para dentro da hipnótica luz emanada pela esfera, sentira tonturas e sua consciência começa a afundar-se desta inexplicável luz. Depois de alguns momentos a escuridão envolve você e sua consciência se funde com a escuridão do Vazio …

Abra lentamente os olhos e você se adaptar à escuridão que agora assume a forma cristalizada de um determinado local. Atingiu os labirintos da Zin.

Abra-se para a experiência e usar sua força de vontade para explorar o lugar …

 

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.

 

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte V)

Atrás do Portal da chave de Prata.

Parte 3.

Eu me encontrava em meio a tuneis inundados por água verde, tentando encontrar uma saída, passando por paredes com numerosos símbolos de triângulos, olhos, semicírculos e tentáculos … eu finalmente encontrei uma câmera, parecia um lugar de culto, um sacerdote que parecia um híbrido de três criaturas: um cão, uma cabra e um réptil. Quando me aproximei, vi que ele estava na frente de um portal e estava fazendo sacrifícios de sangue para abrir o portal / portais para outras dimensões.

Além disso, a uma curta distância eu era capaz de distinguir as características do sacerdote – ele tinha chifres de cabra, a cabeça de um cão e no resto do corpo, como um dragão ou lagarto. Me concentrei em tentar me comunicar com ele:

Eu: Quem é você?

Sacerdote: Eu sou o Sacerdote.

Eu: A quem você serve?

Sacerdote: A aqueles que estão além.

Eu: Como é que você os serve?

Sacerdote: Eu abro o portal.

Eu: O que há por trás do portal?

Sacerdote: O que eles querem que você veja.

Eu: Quem? aqueles que estão além?

Sacerdote: Seus servos. Eu abro o portal para aqueles que os servem.

Eu: Qual é o seu nome?

Sacerdote: Brhk’ail (o nome foi revelado como um conjunto de letras, mas ele nunca verbalizar).

Eu: Qual é o seu simbolo?

Após um momento de silêncio um símbolo brilhante apareceu diante dos meus olhos (Figura 3).

Eu: Você vai abrir o portal para mim?

Sacerdote: Sim, você tem permissão para passar.

Quando passei pelo portal, de repente, notei que ele estava sentado na parte de trás de um grande e ardente dragão. Ele disparo para o negro vazio e parecia me levar para um lugar concreto. Finalmente chegou. Eu estava agora diante de uma entrada coberta com uma cortina vermelha. Ao entrar no quarto dos meus olhos foi imediatamente para as três sacerdotisas. Todas elas eram carecas.Uma tinha o corpo vermelho, a outra azul e a terceira preto. Todos eles estavam nus. As sacerdotisas me examinou com cuidado e quando me tocavam, eu tinha a sensação de ser queimada por centenas de tentáculos. Eles rasgaram um véu cobrindo outro portal e me convidou para entrar. E eu fiz. Eu estava em uma cripta. Ele foi preenchido com pouca água, o lugar era extremamente longo. À distância, eu vi algo como uma grande estátua com chifres e um olho no centro. Quando me aproximei, eu percebi que não era uma estátua, mas um trono.Ele era feito de pedra com um olho esculpido nele. E no trono descansava um grande olho, uma criatura viva, um olho que tudo vê. Tratei de me comunicar com ele, mas a única palavra que eu ouvi foi “ASARU”. À esquerda e à direita do trono havia duas serpentes. Um deles era negra (à esquerda), a outra vermelha (à direita). Eles se apresentaram como Firik e Pirik – os guardiões do conhecimento. Mesclar a minha consciência com o segundo guardião serpente, e senti que agora poderia se comunicar com o Olho.

A visão se repetiu e continuou em meus sonhos e minhas viagens astrais nos dias seguintes. Eu tive vislumbres de velhas bibliotecas com livros sobre entidades e criaturas serpentes. Através ASARU, eu vi tudo o que eu queria – em qualquer lugar do universo, e todos os eventos do passado e do futuro.

Além disso, de estar por trás do trono, tive a impressão de estar estar nu e despojado de tudo o que poderia me encher em seu olhar. O olho pode ver tudo que estava dentro e por fora. Eu também recebi informações que poderiam enviar sonhos a alguém que pedir.

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Notas:

O sacerdote híbrido trouxe à minha mente a lembrança das três principais cultos dos Grandes Antigos no Necronomicon de Simon: o culto de Sirius, Draconis e Capricórnio. Esses três cultos pode fazer referencias a gnosis estelar e representam o fenomino astrológico (estrelas e constelações) no momento certo, quando as estrelas estão alinhadas, por exemplo, alinhamento dos corpos celestes, permitindo a manifestação de correntes estrelares na  terra. Na verdade, o termo Draconis na astrologia é frequentemente usado em referência as sete estrelas, Ursa Maior (as sete cabeças do dragão), associado com a corrente antiga da personificação das Trevas feminina, personagens típicas da mitologia como Tiamat ou Ta-Urt / Typhon (mãe de Seth), isso deu origem à tradição mágica conhecida como Draconianas e Tifoniana. O sacerdote da visão neste caso pode representar um portal para tais fluxos estelares.

Em outros momentos da visão aparece conceito ASARU. Na Gnose do Necronomicon ASARU é conhecido como “O Olho no Trono”. Isso pode fazer referir à Gnosis Draconiana, porque se considerarmos ASARU como um emblema do princípio Drakon (do grego drakon = “ver”) exemplo: o princípio da “visão clara”, “ver” a verdadeira imagem da realidade escondido da percepção da realidade. ASARU também podem corresponder ao Chakra Ajna, o terceiro olho, ou em um nível superior – o olho de Lúcifer ou Shiva.

As duas cobras Firik e Pirik na magia do Necronomicon são “detentores do conhecimento”. Sua aparição em cada lado do trono é muito simbólico. Pode-se considerar como as duas serpentes, Ida e Pingala do tantrismo, os dois elementos complementares da Força Kundalini (o fogo serpente e do dragão). Ida é geralmente descrito como passivo, que é do lado esquerdo (na visão do praticante não pode agir por meio da serpente à esquerda) é o princípio lunar e feminino. Pingala é à direita, é a contraparte solar, ativo e masculino.Ambos são descritos como ouro e prata cobras entrelaçadas no corpo espiritual (como no caduceu de mercúrio). Quandose encontra no Chakra Ajna, o terceiro olho é aberto, a ilusão de Maya é aniquilada, e a Serpente Kundalini se torna o Dragão (aqui reside o principio do Drakon = “ver”). A cor vermelhar e preta das serpentes da visão também se refere a Kundalini vermelha e preta, ou os princípios de Od e Ob – representando as polaridades da vida dadas pela força Odica e pelas correntes da morte e da entropia . As duas serpente guardiões também são conhecidas em muitas mitologias, por exemplo, no Egito pode encontrar duas cobras / deusas cobras Wadjet e Nekhbet, guardião da Baixa e Alto Egito, também encontrado representados em cada lado do disco de Horus.

 

Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido por.’. Henri Calado.’.

 

Explorando o mundo desconhecido: Andanças nos labirintos da Zin. (Parte IV).

Atrás do Portal da chave de prata

Parte 2.

Passei por um portal azul e entrei em uma sala com centenas de escadas, todas ligadas uns as outras, formando uma grande estrutura não-euclidiana. Toda a sala brilhava em um tom verde e parecia como se fosse esculpido em uma jade gigante. Por muito tempo eu tentei diferentes portas que davam para outras dimensões, mas a experiência mais interessante veio quando passei por uma porta que me levou para o reino das serpentes.

A primeira coisa que eu vi quando eu chegar a este lugar foi um grande buraco no chão, cercado por um círculo de ciprestes, e os olhos de cobras que saem das entranhas da terra. Todos eles tinham cabeças humanas. Dentro do poço, vi um grande ovo que tinha a aparência de uma lâmpada gigante brilhando em dourado. O que eu descobri depois de um tempo, foi a de que o ovo era outro portão que dava para outro reino de serpentes.

Depois de passar pelo portal, vi uma vista majestosa: o portal estava acima de uma escadaria muito íngreme que se estendia por cima toda a paisagem. O topo da escada era guardado por duas estátuas com formas de serpentes voadoras, ambas com um estilo asteca. Eu acho que o ambiente se parecia mesmo como as selvas da América do Sul. Comecei a descer as escadas, o que parecia não ser uma tarefa simples, quando finalmente cheguei ao fundo, atrás de mim, vi uma pirâmide negra refletindo a luz solar com um estranho tom esverdeado. Acima da entrada da pirâmide havia uma foice e uma cabeça de cobra com asas. Dentro estava completamente escuro, eu tomar alguns momentos antes de usar os meus sentidos astrais na escuridão. Enquanto eu caminhava pelos corredores de labirintos, eu vi um monte de hieróglifos que descrevem a evolução das criaturas réptil / lagarto que habitaram a Terra. Nas imagens eu podia ver com desenvolveram as asas e voaram em direção ao sol. Houve também cenas que mostram os sacrifícios humanos e outras que mostravam construções de diferentes cidades.

Dentro das salas, de repente, vi uma luz fosforescente verde e eu podia sentir o cheiro de um gás de alguma forma, me lembrou de algo mofado ou pântanos úmidos. Cheguei a uma grande salão que parecia ser a sala central da pirâmide, e também era óbvio que era um templo. Lá dentro, eu podia ver um sacerdote réptil com uma cabeça de crocodilo. Ele se apoiava sobre um caldeirão com algum líquido dentro. Ele me olhou e de repente pude ouvir sua voz em minha mente e me comunicar com ele. Pedi-lhe para me dizer mais sobre este lugar e este culto. Ele disse que era o sacerdote de Yig, o pai das serpentes. Então ele me mostrou uma série de imagens que passaram por minha mente muito rápido e me custa bastante me lembrar de alguns deles. Eu só me lembro que isso era algo sobre a evolução da raça humana e as suas raízes na raça das serpentes, os filhos de Yig. Em seguida, a atmosfera do quarto tornou-se denso e o sacerdote fixou os olhos na minha testa, onde estar o terceiro olho. Nas paredes, as sombras começaram a se mover. Eles tomaram formas de cobra, centenas de cobras. Eu podia ver como elas voar dentro de mim e me abraçavam como sua essência, como suas presas venenosas e como voavam de seus caminhos e se tornavam energia…

O templo mesmo estava decorado com mais hieróglifos e símbolos pintadas esculpidos nas paredes. Aqui eu podia ver e cheirar o vapor de luz esverdeada que veio do corredor, e eu senti esta substância arejada ligeiramente me golpeou. Notei uma pequena serpente e começou a segui-la. Depois de um momento cheguei a uma sala com uma piscina, onde vi os répteis sagrados. Em certo sentido eu me lembrei dos crocodilos contemporâneos, mas eles tinham características mais nítidas e pareciam mais demoníacos. Entrei na piscina e começou a nadar com eles. Depois de um tempo eles rasgaram o meu corpo e a água da piscina ficou vermelha. Eu tive a estranha sensação de ter uma experiência de vampirismo quando meu sangue foi misturado com a energia do lugar. Logo um redemoinho apareceu na água e eu sugou…

Mais uma vez eu estava andando pelos corredores do templo em algum lugar …

Algo na atmosfera me fascinou e me senti hipnoticamente conduzida em uma direção. Quando entrei por uma das portas. Eu vi um quadro encantado exibindo um céu com centenas de estrelas e sóis. Houve uma combinação de planetas no momento. Mais uma vez eu vi o sacerdote réptil que me levou por um labirinto e, em seguida, me deixou em um deles. O túnel era curvo como o corpo de uma serpente gigante. Eu tinha a impressão de que levava ao infinito em algum lugar do espaço no universo. Depois de um momento eu afundou no túnel e absorvi a energia antes de voltar a minha câmara ritualistica …

Notas:

A visão tem conceitos significativos da sabedoria Lovecrafiana e o Necronomicon Gnosis. O tema central aqui é a adoração de Yig mencionado por Lovecraft em histórias como “A Maldição do Yig” ou “The Mound”. Yig, “o pai das serpentes” uma antiga entidade com a qual trabalhavam os habitantes da Mesopotâmia (os Quechuas, os Aztecas, os Toltecas, os Mayas, os Olmecas, etc) e identificando essas mitologias encontrar deuses serpente Quetzalcoatl, Kukulcan ou Kukumatz. Na literatura é representado para YIG como uma cobra gigante ou como uma figura antropomórfica com cabeça de cobra. Ele representa o poder da transformação e rejuvenescimento (a serpente tirar sua pele velha, símbolo do renascimento e da renovação) e seu culto está relacionado com a celebração da sexualidade e intoxicação em êxtase, também com rituais de sangue. Diz-se que o seu maior poder é quando essa combinação astrológica conhecida como Cauda Draconis e Caput Draconis, a cabeça e a cauda do dragão e isto é o que ele viu praticante em sua visão em que “o planeta estavam em conjunção” como foi mencionado acima.

A foice acima da entrada do templo é um símbolo associado com Saturno – o grande antigo das noites do tempo. É também um emblema Túnel de Thantifax e é um dos chamados túneis de Seth existentes no lado escuro da árvore da vida. Thantifax é o caminho que liga o mundo material (Malkuth / Lilith) com o plano astral (Yesod / Gamaliel). Quando andamos no caminho, o mago é mordido por uma serpente e o veneno correndo em suas veias leva a outros níveis de consciência, cheios de visões lunares e sangue. É por isso que Yig pode estar associada à qlipho de Gamaliel, o reino lunar de sonhos e visões induzidas intoxicação da consciência e da porção da transformação da serpente. Aqui o viajante deixa o seu corpo terreno e o mundo mundano, como a serpente deixa sua pele, e entra no vasto e infinito reino astral.

Outro emblema da visão é o crocodilo (o sacerdote com cabeça crocodilo). Novamente, isso se refere à experiência no túnel de Thantifax onde Sebek, o crocodilo é um emblema zoomórfico. Também uma olhada acerca de outra imagem que aparecem na visão pode confirmar esta conclusão: o cipreste é um dos símbolos do túnel, como o vapor de água esverdeada, fantasmas e sombras. Sangue e vampirismo são conceitos relacionados com a área de Gamaliel e estão associados com Yig e poderes de transformação que o representa.

 Exploring the Unnamable: Wanderings in the Labyrinths of Zin. Lodge Magan.

Traduzido  por Henri Calado.’.